BEIJING, 11 de maio (Diário do Povo Online) – A China expressou nesta terça-feira sua "resoluta oposição" à presença de um navio patrulha da marinha dos EUA no Mar do Sul da China perto do recife Yongshu das Ilhas Nansha.
O navio USS William P. Lawrence entrou ilegalmente em águas chinesas perto das ilhas Nansha nesta terça-feira, informou o porta-voz do ministério das Relações Exteriores da China, Lu Kang, que afirmou também que o navio foi monitorado, acompanhado e que ele recebeu um alerta pela parte chinesa.
Segundo a nota divulgada pelo ministério da Defesa na tarde do mesmo dia, dois caças J-11 e um avião patrulha Y-8 da marinha chinesa sobrevoaram as águas em questão. Um contratorpedeiro, uma fragata porta-míssil e uma fragata de patrulha identificaram o navio de guerra dos EUA, emitiram o alerta e conduziram o mesmo para fora das águas chinesas.
“A operação conduzida pelos EUA ameaça a soberania e a segurança, coloca em risco a segurança das instalações e pessoal nos recifes e prejudica a paz e a estabilidade, ” disse Lu Kang.
“A China de opõe fortemente a tais ações dos EUA e continuará a tomar as medidas necessárias para salvaguardar a nossa soberania e segurança, ” disse Lu, afirmando ainda que a China e os outros Estados costeiros no Mar do Sul da China têm trabalhado juntos para manter a liberdade de navegação e voo no Mar do sul da China desde longo tempo. De fato, a liberdade de navegação e voo nunca foram problemas.
De acordo com Lu, os EUA iniciaram as operações relativas a liberdade de navegação em 1979, antes da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS), tratado do qual os EUA não estão fora. O propósito dessas recorrentes “patrulhas” é perturbar a ordem nos mares e oceanos sem aderir à convenção das Nações Unidas
O envio de navios e aviões de patrulha ao Mar do Sul da China é um ato de provocação, disse Lu, sublinhando que os EUA se consideram acima da UNCLOS e que tais atividades são criticadas por muitos países.
Edição: Rafael Lima