Nanjing, 8 dez (Xinhua) -- A China divulgou na quarta-feira o plano quinquenal para a manufatura inteligente em uma tentativa de aumentar sua competitividade.
O Ministério da Indústria e Informatização da China publicou o projeto para o período entre 2016 e 2020 na Cúpula Mundial de Manufatura Inteligente realizada na quarta-feira em Nanjing, na Província de Jiangsu, no leste da China.
O plano é uma tarefa estratégica de longo prazo para o desenvolvimento da manufatura inteligente para gerar um novo crescimento e melhorar o setor de manufatura do país.
O projeto pediu pela aceleração do desenvolvimento de equipamentos inteligentes e importantes tecnologias comuns, criação de padrões de manufatura inteligente, expansão dos testes de manufatura inteligente e a promoção da transformação inteligente em setores-chave e em pequenas e médias empresas.
Zhu Sendi, conselheiro da Federação Chinesa de Indústria de Maquinaria, avaliou que os fabricantes chineses estão em diferentes níveis de produtividade e que muitas fábricas de baixo custo precisam se esforçar para acompanhar partes do mundo com maior produtividade.
You Zheng, vice-presidente da Universidade Tsinghua, indicou que a enorme demanda interna do país oferece boas perspectivas à manufatura inteligente da China.
Segundo Huang Xing, presidente da Tecnologia de Inteligência da Companhia Nacional da Indústria de Maquinário da China (Sinomach), a modernização industrial do setor em todo o mundo também força as empresas chinesas a se atualizar.
A cúpula atraiu criadores de políticas e delegados de associações da indústria, institutos de pesquisa e empresas globais da Fortune 500 de vários países, incluindo China, Estados Unidos, Alemanha e Suíça.
Em maio de 2015, a China elaborou a iniciativa "Fabricado na China 2025" para se transformar de um gigante em manufatura de baixo custo a um poderoso manufatureiro de alta tecnologia.
O plano nacional foca em 10 setores prioritários que incluem ferrovias avançadas, aviação e aeroespaço, maquinaria e tecnologia agrícola e nova geração de tecnologia de informação.
O plano incentiva os fabricantes nacionais a realizar avanço tecnológico nas indústrias emergentes para que se tenha uma produção de maior valor agregado.