Foto capturada a 22 de março de 2017 mostra o local onde está a ser realizada a conferência anual do Fórum Boao para a Ásia (BFA) em Boao, província de Hainan, no sul da China.
As 11 economias emergentes (E11) contribuíram em 60% para o crescimento global em 2016, adotando uma tendência de desenvolvimento "mais lenta, mas estável", diz um relatório.
O Relatório Anual do Desenvolvimento de Economias Emergentes 2017, um documento de rotina publicado a fim de rever e projetar o progresso obtido pelas onze economias de rápido crescimento do mundo, foi lançado à margem do Boao Forum for Asia (BFA), a 23 de março.
Com base na análise global do seu crescimento económico, emprego e rendimento, preços e política monetária, comércio internacional, investimento direto internacional, commodities a granel, dívida e mercados financeiros, o relatório aponta que as economias emergentes estão em processo de estabilização, graças à recuperação dos preços das mercadorias a granel e o desencadeamento gradual dos ajustamentos e reformas da política económica.
No ano passado as E11 incluíam: a Argentina, Brasil, China, Índia, Indonésia, Coreia do Sul, México, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul e Turquia, apresentando uma taxa de crescimento anual de 3,1% ano a ano, superando a da UE e G7, que cresceram apenas 1,9% e 1,4%, respetivamente.
As E11 contribuíram com 60% do crescimento econômico mundial e sua participação tem crescido continuamente, reforçando a sua importância como motor do crescimento global.
"Atualmente, surgiram vários sinais positivos nas economias emergentes, como o crescimento mais lento, mas estável e a diminuição da diferença entre os ritmos de crescimento, mas ainda é necessário tomar medidas ativas para lidar com os riscos e desafios resultantes da recessão econômica, e gradualmente neutralizar a pressão em vários campos", afirmou Zhou Wenzhong, secretário-geral do BFA.
O crescimento mais lento da produtividade, o risco de instabilidade social, o aumento do nível da dívida, as enormes flutuações do mercado cambial, o crescente protecionismo, as políticas econômicas incertas dos EUA e outras economias desenvolvidas, bem como vários riscos geopolíticos podem criar obstáculos ao desenvolvimento das E11, revela o relatório.
"Claro, esses riscos não devem evoluir para crises reais", disse Yao Zhizhong, vice-diretor do Instituto de Economia Mundial e Política da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS), responsável pela elaboração do relatório.
Yao permanece cautelosamente otimista e prevê um aumento ano-a-ano de 4,5% para os E11 em 2017.