Um funcionário higieniza as instalações num trem na estação ferrovoiária Garibaldi em Milão, 28 de fevereiro de 2020.
O número de italianos infetados pelo coronavírus “continua acelerando”, segundo Giovanni Rezza, especialista em doenças infecciosas, no domingo, acrescentando que o país estava, pelo menos, a uma semana de atingir o pico de contágios no país.
De acordo com Angelo Borrelli, chefe do Departamento de Proteção Civil e comissário principal para a emergência do coronavírus, o número total de casos de COVID-19 na Itália atingiu 1,577 - ou 1,694 incluindo pacientes com alta e óbitos.
Trata-se de um aumento de 1,128 face ao dia anterior, ou 1,049 excluindo os que morreram ou recuperaram. O número de mortes em Itália até à data é de 34, um aumento de 3 face às últimas 24 horas.
A maioria dos infetados estão no norte do país, com 984 casos na Lombardia, 285 em Emilia-Romagna e 263 em Veneto. No total, 15 regiões e uma província autônoma registraram infecções. Estas 3 regiões são as únicas com um número de infeções nos 3 dígitos.
Borrelli enfatizou que a vasta maioria dos casos de COVID 19 não eram sérios -- mais de metade destes casos estão recuperando em casa com sintomas leves. Outros 41% estavam recuperando com sintomas mais evidentes.
Apenas 9% desses infetados, ou 140 pessoas -- 106 dos quais estão na Lombardia -- estão nos cuidados intensivos, segundo o Departamento de Defesa Civil.
Foi ainda noticiado que o número de italianos curados do COVID-19 atingiu 83 pessoas, um aumento de 33 face a sábado.
Entre os que recuperaram está uma mulher de 98 anos, a mais velha do mundo a ter contraído a doença e recuperado com base nos registros disponíveis.
“O número de casos sérios continua baixo em termos percentuais, e esse continua a ser o caso, mesmo com um número total de infeções cada vez maior”, disse Rezza.
Rezza acrescentou que, uma vez que a maioria das medidas de contenção foram postas em prática na Itália há apenas uma semana, e tendo em conta que o período de incubação do vírus é de aparentemente 12 ou 13 dias, a aceleração do pico em Itália apenas seria verificada em alguns dias.
“Os dados implicam que veremos certamente um abrandamento dentro de cerca de uma semana ou 10 dias”, concluiu Rezza.