Trabalhadores descarregam mercadorias para o SF Express no Aeroporto de Xingdong, Nantong, província de Jiangsu. (Foto/China Daily)
O primeiro aeroporto de carga da China, localizado na província de Hubei, deve ser utilizado até o final do próximo ano ou no início de 2022, embora o surto da pneumonia causada pelo novo coronavírus tenha atrasado sua construção, disse o principal planejador econômico do país neste domingo (29).
O país também acelerará a construção de outros aeroportos de carga durante o período do 14º Plano Quinquenal (2021-25), uma vez que o surto expôs a falta de aeroportos e aviões de carga no país, disse Ren Hong, um funcionário do Departamento de Desenvolvimento de Infraestrutura da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma.
A construção do Aeroporto de Ezhou, na cidade de Ezhou, em Hubei, vizinha à capital da província, Wuhan, foi iniciada no segundo semestre do ano passado e é o primeiro aeroporto do país a obter investimentos de empresas privadas, disse Ren, acrescentando que a expectativa é de que o aeroporto movimente cerca de 3,3 milhões de toneladas métricas de frete até 2030.
Enquanto a produção de passageiros dos 235 aeroportos do país cresceu 6,9% em relação ao ano anterior, para 1,35 bilhão no ano passado, o volume de carga subiu apenas 2,1%, para 17,1 milhões de toneladas, Ren informou em uma entrevista coletiva.
"Além disso, existem apenas 173 aeronaves de carga em serviço na China, em comparação com mais de 550 nos Estados Unidos, e as aeronaves de carga chinesas representam apenas 4,5% do total de aeronaves de aviação civil do país", disse ela.
Zhang Qing, uma funcionária da Administração de Aviação Civil da China, disse que 23 vôos de carga foram enviados para transportar mais de 4,06 milhões de toneladas de equipamentos de controle e prevenção de pandemia para outros países até 26 de março.
O governo adotou várias medidas para aumentar a capacidade da carga aérea internacional durante a nova pandemia de pneumonia causada por coronavírus e garantir a estabilidade da cadeia de suprimentos global, disse Zhang.
Foram alocados muitos horários de pico nos principais aeroportos para vôos de carga, "canais ecológicos" foram abertos para simplificar os procedimentos de aprovação e companhias aéreas nacionais e internacionais foram incentivadas a lançar vôos extras de carga, afirmou ela.
Jin Jinghua, diretor do Departamento de Políticas e Regulamentos da Agência dos Correios do Estado, disse que a China entregou 2,1 bilhões de encomendas no ano passado, com a maioria delas sendo transportadas por aeronaves.
A China Postal Airlines, a SF Airlines e a YTO Airlines possuem mais de 100 aeronaves de carga e abriram mais de 30 rotas internacionais, disse ele.
Embora as entregas expressas internacionais do país asiático tenham aumentado em média 35% ao ano nos últimos cinco anos, os negócios internacionais das empresas de entrega da China ainda estão nos estágios iniciais, afirmou ele, acrescentando que os serviços de frete internacionais representam menos de 3% do volume de negócios das empresas de entrega no ano passado e menos de 10% de sua receita.
O departamento incentivará as empresas de entrega a expandir seus serviços para países vizinhos, como Japão, Coréia do Sul e Rússia, e ampliar os canais de entrega para a Europa Ocidental e América do Norte, disse ele.