Os números dos danos causados pela explosão ocorrida em Beirute está aumentando à medida que a Organização das Nações Unidas (ONU) e seus parceiros continuam sua avaliação, agora relatando mais de 290.000 pessoas que ficaram sem emprego, informou um porta-voz da ONU na segunda-feira.
As estatísticas mostram que cerca de 220.000 pessoas perderam seus empregos desde o início da crise financeira de outubro, enquanto 70.000 pessoas não podem mais trabalhar por causa da explosão de 4 de agosto, disse Stephane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres. Os números não incluem o desemprego proveniente da Covid-19.
Pelo menos 2.000 médicos ficaram feridos ou suas clínicas destruídas, disse Dujarric, colocando o número total de edifícios danificados em 40.000, incluindo 3.000 estruturas residenciais severamente danificadas.
Quanto à Covid-19, Dujarric informou que até domingo (16) havia 8.881 casos no país com 102 mortes.
A Agência de Assistência e Trabalho da ONU informou que houve oito mortes pela pneumonia causada pelo novo coronavírus entre refugiados palestinos no Líbano.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) está mobilizando 35 milhões de dólares americanos para sua resposta de emergência aos libaneses mais vulneráveis, refugiados e famílias de imigrantes na capital.
A ACNUR disse que seu estoque de ajuda no país não foi afetado pela explosão, disponibilizando à Cruz Vermelha Libanesa e outros parceiros kits de abrigo, cobertores, lonas de plástico, colchões e outros itens essenciais para os sobreviventes.
Em um desenvolvimento relacionado, o porta-voz disse que o contingente espanhol da Força Interina da ONU no Líbano (UNIFIL, na sigla em inglês), operando no Setor Leste da missão, doou equipamentos de combate a incêndios para a Defesa Civil Libanesa.
A doação para sete centros de Defesa Civil ajudará até 175 mil pessoas que vivem no distrito de Marjayoun, a sudeste de Beirute, onde está sediado o contingente.
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