O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, expressou na terça-feira sua preocupação com a disseminação do novo coronavírus, mas disse que é seguro para as crianças retornarem à escola nos próximos dias.
Em entrevista à estação de rádio espanhola Cadena SER, um dia após o Ministério da Saúde ter relatado mais de 47.000 novos casos do coronavírus na semana anterior, Sanchez disse que uma das razões para o aumento da disseminação do coronavírus foi que "parte da população diminuiu os níveis de proteção e isso tem permitido uma circulação mais ampla do vírus".
Ele disse que a "evolução da epidemia" não foi "homogênea", com algumas regiões tendo muito mais casos do que outras e explicou que por isso seu governo não iria impor novamente um estado de alarme nacional para limitar a movimentação, como era o caso de meados de março até 21 de junho.
"Não há justificativa para levantarmos um estado de alarme com medidas igualmente duras em todo o território", disse o primeiro-ministro, destacando Madri, que teve 14.871 novos casos na semana passada como um motivo especial de preocupação.
Sanchez também disse que a Espanha agora tem uma "capacidade de detecção precoce muito maior do que tínhamos em março" e insistiu que o retorno às aulas, que acontecerá nos próximos dias, é seguro.
Ele disse que o risco de "exclusão social" é maior do que o risco do vírus.
Sanchez também fez um apelo pela unidade antes de um outono agitado em que seu governo tentará garantir a aprovação de um orçamento que é mais necessário do que nunca, dado o efeito do coronavírus na economia espanhola.