O primeiro-ministro português, António Costa, disse nesta quarta-feira que é uma "má notícia" que a gigante farmacêutica britânica-sueca AstraZeneca decidiu suspender os testes de uma vacina candidata contra a COVID-19, informou a mídia local.
A AstraZeneca, que está desenvolvendo uma possível vacina contra a COVID-19 em parceria com a Universidade de Oxford, colocou em espera na quarta-feira o teste de fase 3 de sua vacina após uma doença inexplicável em um participante experimental na Grã-Bretanha.
Na semana passada, houve um enorme otimismo de que o processo de avanço das vacinas fosse rápido. Hoje, toda a gente acorda com más notícias de que pelo menos um processo de vacina teve que ser suspenso. É um fator incerto, disse António Costa a repórteres durante uma visita à Contemporary Textile Art Biennial, no norte de Portugal.
O primeiro-ministro disse à agência de notícias portuguesa, Lusa, que não se sabe quando a pandemia terminará, mas a gente sabe que até que haja uma vacina, ela não desaparecerá.
Em um briefing virtual em 6 de agosto, Michael Ryan, diretor executivo do Programa de Emergências em Saúde da Organização Mundial da Saúde, disse que seis candidatos à vacina contra COVID-19 haviam entrado na fase 3 de testes.
Dos seis candidatos à vacina, três são da China -- fabricados pela Sinovac, o Instituto de Produtos Biológicos/Sinopharm de Wuhan e o Instituto de Produtos Biológicos /Sinopharm de Beijing, disse Ryan.
As outras três são feitas pela Universidade de Oxford/AstraZeneca, Moderna/NIAID e BioNTech/Fosun Pharma/Pfizer, acrescentou.