Chang Qin, Diário do Povo
Guardas florestais patrulhando o parque florestal nacional de Zhushan, na província de Jiangxi, em 21 de abril de 2022. Foto de Zhou Liang/Diário do Povo Online
"Nasci e cresci numa região florestal, por isso tenho uma profunda afeição pelas florestas!" Envergando traje camuflado, de braçadeira vermelha no braço e um pequeno alto-falante na mão, Pan Weiping abriu o aplicativo de patrulha ecológica instalado em seu celular, premiu "Iniciar patrulhamento" e subiu a íngreme estrada de montanha.
Pan Weiping foi contratado em 2014 como guarda florestal na aldeia de Caidi, município de Huaihua, na província de Hunan. Desde então, já percorreu praticamente todos os cantos da montanha, conhecido como um “mapa ambulante”.
A ocupação de guarda florestal surgiu com os esforços da eliminação da pobreza na China. Atualmente, mais de 2 milhões de guardas florestais encontram-se em atividade por toda a China, cada um realizando uma média de 22 dias de patrulha por mês. Em seu trabalho diário de patrulha pelas montanhas, eles desenvolvem visão e audição agudas, o que lhes permite não apenas informar e alertar para a ocorrência de catástrofes naturais, como também ser os primeiros a descobrir e relatar a presença de elementos perigosos ou nocivos na floresta, entre outras situações.
Para além de patrulhas diárias, alguns guardas florestais também monitorizam a existência de pragas de insetos ou de doenças que afetem as árvores e a vegetação, contribuindo para a sua prevenção. Yu Jiansun, um guarda florestal na vila de Shangtang, cidade de Fuzhou, província de Jiangxi, tomou parte ativa em trabalhos de tratamento de uma praga de nematoide nos pinheiros locais, assim como nos esforços de remoção de madeira morta. Atualmente, Yu Jiansun se tornou um técnico de controle de pragas. Com os esforços conjuntos de muitos guardas florestais e técnicos especiais, a praga de nematoide entre os pinheiros da prefeitura de Nancheng foi efetivamente prevenida e controlada.
"Proteger as montanhas e florestas sem negligenciar os trabalhos agrícolas da família é receita para dias cada vez melhores." Huang Chunqin pertence a uma família carenciada da aldeia de Fengyi, condado de Cangwu, província de Guangxi. Desde que foi contratado para servir de guarda florestal como modo de combate à pobreza em dezembro de 2018, as condições de vida de sua família melhoraram significativamente. O condado de Cangwu contratou 330 guardas florestais, ajudando mais de 300 famílias a achar emprego estável e a aumentar seus rendimentos.
"Manter as águas límpidas e as montanhas verdejantes é preservar uma riqueza inestimável", disse Gao Jingfang, um funcionário senior da Administração Nacional de Florestas e Pastagens da China. Desde 2016, a China tem promovido a seleção e emprego de guardas florestais entre a população mais atingida pela pobreza, proporcionando a mais de 1,1 milhão de famílias uma oportunidade de emprego estável e adicionando uma área de quase 900 milhões de mu ao escopo de proteção de recursos florestais. Dados estatísticos indicam que a contratação de 1,1 milhão de pessoas como guardas florestais retirou com sucesso da pobreza cerca de 3 milhões de pessoas.
Atualmente, a China concretizou já o objetivo planeado de "garantir a plena implementação de um esquema de ‘chefes florestais’ até junho de 2022". A fim de maximizar o papel dos guardas florestais e de outros funcionários de gerenciamento e proteção florestal, todas as localidades devem fortalecer as bases e exercer esforços ativos no sentido de criar um sistema de gerenciamento em grelha que resolva a questão da proteção florestal “até ao último quilômetro”. Ao mesmo tempo, todas as localidades devem também promover a informatização do esquema de “chefes florestais”, de modo a incorporar os guardas florestais numa plataforma informática e enrobustecer o gerenciamento minucioso dos recursos florestais e gramíneos.