O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, reiterou na quarta-feira (7) o apoio francês à Groenlândia, enfatizando que "a Groenlândia não está à venda".

Em entrevista à Radio France, Barrot afirmou que a Groenlândia pertence ao povo groenlandês e que o seu futuro deverá ser definido por meio de um acordo entre as autoridades da Groenlândia e da Dinamarca.
Segundo o chanceler, não faria absolutamente nenhum sentido que um país da OTAN atacasse outro país da aliança, algo que seria totalmente contrário aos interesses dos Estados Unidos.
Barrot disse ainda que conversou na terça-feira (6) com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. "Ele descartou a possibilidade de que o que acaba de acontecer na Venezuela venha a ocorrer na Groenlândia", acrescentou.
No entanto, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou no mesmo dia que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sua equipe estão avaliando “uma série de opções” para adquirir a Groenlândia, território pertencente à Dinamarca, incluindo a possibilidade de “utilizar o Exército dos EUA”.
No último sábado (3), forças norte-americanas lançaram um ataque militar contra a Venezuela, capturando à força o presidente Nicolás Maduro e sua esposa em território venezuelano. A ação provocou ampla condenação internacional e protestos, sendo denunciada por muitos como um ato ilegal motivado principalmente pelo interesse em controlar as vastas reservas de petróleo do país.
Barrot afirmou que, diante das ameaças dos Estados Unidos, a França pretende adotar medidas, mas de forma coordenada com parceiros europeus, acrescentando que discutirá o tema com os ministros das Relações Exteriores da Alemanha e da Polônia.