
O Brasil concederá isenção de certas categorias de vistos de curta duração a cidadãos chineses, em reciprocidade à medida de isenção adotada pela China em 2025 para cidadãos brasileiros.
A decisão, anunciada pelo presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, faz parte do aprofundamento da cooperação Brasil–China e já beneficia pessoas com vínculos comerciais, profissionais ou familiares.
A China é o maior mercado emissor de turistas do mundo e representa um mercado estratégico para a Embratur, a agência brasileira de promoção internacional do turismo. Em 2025, o número de visitantes chineses que entraram no país cresceu 34,76%, alcançando 103.112 viajantes, ante 70.400 no mesmo período de 2024. O resultado representa um recorde histórico de chegadas provenientes do país asiático e confirma uma tendência de crescimento: em 2024, o fluxo de visitantes chineses já havia registrado crescimento próximo de 80%.
Segundo o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, "a China é uma prioridade estratégica na agenda internacional do turismo brasileiro. É um mercado com enorme potencial de crescimento, e estamos investindo de forma estruturada em promoção, conectividade e na experiência do visitante para ampliar de maneira sustentável a presença de turistas chineses no país”.
Esse crescimento reflete o trabalho contínuo da Embratur no mercado chinês, com foco na ampliação da conectividade, na comunicação em mandarim e na construção de parcerias com instituições e atores de referência do setor. Em 2025, a Embratur retomou sua presença institucional na China com um estande próprio na ITB China, uma das principais feiras de turismo do país, e consolidou a China como um dos mercados estratégicos do Plano Brasis – Plano Internacional de Marketing Turístico 2025–2027.
Para 2026, Ano da Cultura Brasil–China, coordenado pela Casa Civil, pelo Ministério da Cultura e pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, com participação da Embratur, está prevista a intensificação dos intercâmbios culturais e do fluxo de viagens entre os dois países.

Ao longo de 2025, as iniciativas voltadas ao público chinês incluíram o projeto "Connecting Cultures: Brasil–China 2025", com uma press trip que reuniu sete comunicadores chineses em São Paulo, Foz do Iguaçu e Rio de Janeiro; parcerias com veículos de comunicação da China; e a assinatura de memorandos de entendimento com atores estratégicos do setor turístico chinês.
Um marco importante foi o lançamento, em mandarim, da plataforma Brasil Travel Specialist, desenvolvida para capacitar agentes e operadores turísticos chineses. A ferramenta oferece formação especializada em segmentos-chave como natureza, cultura e gastronomia, e tem como objetivo ampliar a comercialização do destino Brasil no mercado chinês.
Além disso, a Embratur firmou acordos com empresas chinesas de tecnologia para viagens e com companhias especializadas em comunicação e marketing turístico, prevendo ações integradas, uso de inteligência de mercado e estratégias digitais voltadas ao fortalecimento da imagem do Brasil na China.

A tendência de crescimento do turismo chinês também é impulsionada pela melhora da conectividade aérea entre China e Brasil, ampliando as opções de deslocamento e favorecendo os fluxos turísticos e comerciais.
O aumento das chegadas já é observado em destinos como Rio de Janeiro, Amazônia, Lençóis Maranhenses e Foz do Iguaçu. Neste último, inclusive, o número de visitantes chineses cresceu 156% em 2024.
"Queremos que o viajante chinês encontre no Brasil muito mais do que paisagens: que encontre histórias, encontros e experiências autênticas. Em 2026, a ponte Brasil–China ganha um novo impulso, e o turismo é um dos caminhos mais diretos para aproximar as pessoas", concluiu Freixo.