
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, conversou por telefone na segunda-feira com seu homólogo americano, Donald Trump, e propôs que o futuro Conselho da Paz se concentre especificamente na questão de Gaza e inclua uma vaga para a Palestina, informou a Presidência da República em comunicado.
Durante a conversa de cinquenta minutos, Lula também enfatizou a necessidade de uma profunda reforma da ONU e discutiu com Trump temas como cooperação econômica, combate ao crime organizado e estabilidade política na Venezuela.
"Ao comentar o convite feito ao Brasil para participar do Conselho da Paz, Lula propôs que o órgão apresentado pelos Estados Unidos se limite à questão de Gaza e inclua uma vaga para a Palestina", diz o comunicado.
"Nesse contexto, ele reiterou a importância de uma reforma abrangente das Nações Unidas, incluindo a ampliação do número de membros permanentes do Conselho de Segurança", acrescenta o comunicado.
"Segundo o comunicado, os dois líderes discutiram questões relacionadas à relação bilateral e à agenda global ao longo de cinquenta minutos.
Durante a conversa, Lula e Trump trocaram opiniões sobre a situação na Venezuela. O presidente brasileiro enfatizou a importância de preservar a paz e a estabilidade na região e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano.
Os dois presidentes concordaram que o presidente Lula visitará Washington após sua viagem à Índia e à Coreia do Sul em fevereiro, em data a ser definida em breve.
Eles também trocaram informações sobre indicadores econômicos de ambos os países, que apontam para perspectivas positivas para as duas economias.
Trump afirmou que o crescimento econômico dos Estados Unidos e do Brasil é positivo para a região como um todo. Ambos celebraram a forte relação construída nos últimos meses, que resultou na remoção de uma parcela significativa das tarifas aplicadas aos produtos brasileiros. O presidente Lula reiterou a proposta, enviada ao Departamento de Estado em dezembro, de fortalecer a cooperação no combate ao crime organizado.
Lula manifestou interesse em fortalecer a aliança no combate à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, bem como no congelamento de bens de grupos criminosos e na troca de dados sobre transações financeiras. Segundo o governo brasileiro, a proposta foi bem recebida pelo presidente dos EUA.