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Festival de Cinema Brasileiro “Amazônia: Uma Floresta na Tela” inaugurado em Beijing

Fonte: Diário do Povo Online    02.02.2026 09h05

Por Fu Yuanyuan

O festival de cinema brasileiro “Amazônia: Uma Floresta na Tela” foi inaugurado na sexta-feira (30) em Beijing. Com a exibição de sete filmes brasileiros, o evento mostra ao público chinês a força da vida na floresta tropical e a diversidade cultural do Brasil.

Em seu discurso na cerimônia de abertura, o embaixador do Brasil na China, Marcos Galvão, destacou que 2026 é o Ano Cultural Brasil–China e que a embaixada apoia a realização desta mostra de cinema. Segundo ele, embora os filmes exibidos incluam animações e produções de diferentes gêneros, todos têm a Amazônia como eixo comum.

O embaixador ressaltou que a Amazônia costuma ser vista apenas sob a perspectiva de seu bioma, da floresta e das águas, mas que as obras exibidas mostram também seu lado humano, lembrando que cerca de 20 milhões de pessoas vivem na Amazônia brasileira.

Galvão afirmou que o cinema brasileiro não evita expor os problemas do país, pois reconhecer sua existência é o primeiro passo para superá-los. Para ele, o cinema contribui para fortalecer a determinação da sociedade diante dos desafios e, ao mesmo tempo, ajuda o público chinês a conhecer o Brasil de forma mais ampla e realista, funcionando também como um importante elo de amizade entre os povos brasileiro e chinês.

Nos últimos anos, o cinema brasileiro tem se destacado no cenário internacional. Em 2025, o filme "Ainda Estou Aqui" venceu o prêmio de melhor filme internacional no Oscar, tornando-se a primeira produção brasileira a receber essa honraria. Já neste ano, o filme O Agente Secreto recebeu quatro indicações ao Oscar 2026, evidenciando o crescimento contínuo da força criativa do cinema brasileiro.

Em entrevista ao Diário do Povo Online, a vice-cônsul da embaixada do Brasil na China, Fabianne de Jesus, afirmou que a mostra contribui para aprofundar os intercâmbios humanos e culturais entre os dois países, apresentando ao público chinês uma imagem do Brasil diferente dos estereótipos tradicionais. Ela destacou que a curadoria do festival foi cuidadosamente elaborada, fugindo do eixo narrativo mais conhecido entre Rio de Janeiro e São Paulo, e dando visibilidade a uma realidade brasileira mais diversa e autêntica.

Segundo a vice-cônsul, a mostra também representa uma oportunidade de confraternização cultural, aproximando povos geograficamente distantes, mas emocionalmente abertos ao diálogo. Ela disse esperar que o público chinês se identifique com as obras e que os filmes sejam bem recebidos.

Diversos espectadores afirmaram que a mostra proporcionou uma importante oportunidade para o público chinês compreender a sociedade e a cultura brasileiras, ajudando-os a aprofundar seu conhecimento do Brasil sob múltiplas perspectivas, incluindo a cultural e a social, e aproximando o público chinês do Brasil.

A mostra exibe, ao todo, sete filmes, incluindo os longas-metragens de ficção Manas, O último azul e Enquanto o Céu Não Me Espera, além das animações Perlimps, O Menino e o Mundo, Aba e Sua Banda e Tito e os Pássaros. O evento segue até o dia 8 de fevereiro.

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