Com a proximidade do Festival da Primavera, a lista de compras de Ano Novo dos chineses parece uma verdadeira “exposição mundial”.

Em Tianjin, lagostas frescas do Canadá seguem diretamente para a mesa do jantar de reunião familiar. Em Guangdong, cerejas do Chile e duriões da Tailândia cruzam fronteiras em questão de horas. Em Xi’an, os trens China–Europa chegam carregados de vinhos europeus e farinha da Ásia Central, abastecendo sem interrupções as prateleiras das cidades. Do litoral ao interior, canais de abertura diversificados e multidimensionais integram profundamente produtos e sabores do mundo às tradições do Ano Novo do povo chinês.
No passado, alimentos frescos importados eram raridades na mesa das famílias chinesas. Hoje, os “produtos estrangeiros de Ano Novo Chinês” tornaram-se uma presença constante. Por trás disso está a atuação conjunta da “conectividade rígida” e da “conectividade flexível”. Em termos de “conectividade rígida”, a construção acelerada do Novo Corredor Internacional de Comércio Terra-Mar do Oeste, a expansão dos trens China–Europa e a conexão bidirecional do novo corredor terrestre-marítimo entre China e América Latina formaram uma rede logística eficiente que permite que produtos de origem global cheguem diretamente às casas dos consumidores chineses.
Já no âmbito da “conectividade flexível”, a ampliação da rede de parceiros das zonas de livre comércio da China, juntamente com reduções tarifárias e medidas de facilitação comercial, tornou os produtos importados mais acessíveis e os processos alfandegários mais ágeis.
A popularidade dos produtos estrangeiros no mercado chinês demonstra uma lógica de desenvolvimento baseada no benefício compartilhado e na cooperação vantajosa para todos. O “carrinho de compras” dos consumidores chineses está ligado ao “caminho para a prosperidade” de agricultores, pescadores e outros trabalhadores ao redor do mundo. A dinâmica “economia do Festival da Primavera” na China gera dividendos de consumo que beneficiam globalmente. No Quênia, pescadores intensificam a captura do caranguejo-dourado para aproveitar a alta demanda do Ano Novo Chinês. No Chile, a indústria de cerejas tornou-se um pilar importante da economia local, com 90% da produção destinada à China. No Afeganistão, os pinhões chegam à China por meio de um “corredor aéreo”, tornando-se favoritos nas mesas chinesas e aumentando a renda de agricultores locais.
Em um momento em que tendências de desglobalização ganham força e o protecionismo comercial persiste, o vasto mercado chinês continua sendo uma fonte estável de impulso para a economia mundial. Em 2025, o volume de importações da China atingiu 18,48 trilhões de yuans, consolidando o país pelo 17º ano consecutivo como o segundo maior mercado importador do mundo. A China não busca superávits comerciais, mas amplia ativamente suas importações para que o mundo compartilhe os frutos de seu desenvolvimento, mantendo firme seu compromisso com uma abertura de alto nível ao exterior e com a partilha de oportunidades de crescimento global.