Ataque dos EUA ao Irã pode levar os EUA a uma escalada que talvez tenham dificuldade em controlar: especialista

Enlutados seguram fotos do Líder Supremo iraniano, Aiatolá Ali Khamenei, na Praça Enqelab, em Teerã, em 1º de março de 2026, após a mídia local confirmar sua morte. Foto: Xinhua
A China condenou veementemente, no domingo, o assassinato do Líder Supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, classificando a ação como "uma grave violação da soberania e segurança do Irã".
Os ataques conjuntos EUA-Israel contra o Irã atraíram ampla atenção e condenação de observadores internacionais e veículos de comunicação, com a Al Jazeera descrevendo-os como "a escalada mais agressiva até o momento do uso da força militar por parte dos EUA para pressionar governos estrangeiros".
Especialistas chineses alertaram que a operação representa uma aposta arriscada que pode levar Washington a uma crise prolongada e crescente que talvez tenha dificuldade em controlar. Eles também alertaram que o assassinato do líder de outro país pelos EUA, se se tornar um padrão de comportamento, complicaria ainda mais o cenário de segurança global e provocaria atos de retaliação ainda mais extremos.
Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China afirmou, em comunicado divulgado no domingo, que o ataque e o assassinato do líder supremo do Irã constituem uma grave violação da soberania e da segurança do país. A ação menospreza os propósitos e princípios da Carta da ONU e as normas básicas das relações internacionais.
"A China se opõe firmemente e condena veementemente o ato. Exigimos a interrupção imediata das operações militares, o fim da escalada da tensão e um esforço conjunto para manter a paz e a estabilidade no Oriente Médio e no mundo em geral", refere o comunicado.
O Irã confirmou no início da manhã de domingo que seu Líder Supremo, Ali Khamenei, foi morto em ataques aéreos conjuntos entre EUA e Israel no dia anterior, informou a agência de notícias Xinhua, citando a Nour News, ligada ao Conselho Supremo de Segurança Nacional do país.
O Irã confirmou na manhã de domingo que seu Líder Supremo, Ali Khamenei, foi morto em ataques aéreos conjuntos entre os EUA e Israel no dia anterior, informou a agência Xinhua, citando a Nour News, afiliada ao Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã. A Fox News, citando autoridades israelenses, também afirmou que os ataques de sábado vtimaram mais de 40 figuras importantes da segurança e do governo iraniano, observando que entre cinco e dez líderes iranianos de alto escalão foram mortos, juntamente com Khamenei, que estavam reunidos em um complexo em Teerã.
O ex-presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, também foi morto nos ataques, informou a agência Xinhua na noite de domingo, citando relatos.
O governo iraniano decretou 40 dias de luto e 7 dias de feriado nacional pelo martírio do Líder Supremo, informou a Press TV.
Após a confirmação da morte de Khamenei, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, conversou por telefone com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, no domingo. "É inaceitável que os EUA e Israel lancem ataques contra o Irã durante as negociações Irã-EUA. Também é inaceitável que eles matem abertamente o líder de um Estado soberano e incentivem a transferência de governo", disse Wang a Lavrov.