
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, realiza uma coletiva de imprensa neste domingo (8) à margem da quarta sessão da 14ª Assembleia Popular Nacional. No que diz respeito às relações sino-latino-americanas, Wang afirmou que o caminho dos países da América Latina e do Caribe deve ser escolhido por seus povos, e a escolha de amigos deve ser feita pelos próprios países da região.
O palco internacional do século XXI não deveria mais repetir os velhos enredos do século XIX, afirmou Wang, acrescentando que o caminho a seguir pelos países latino-americanos deve ser decidido por seus próprios povos, e com quem fazer amizade deve ser decidido pelos próprios países da região.
A cooperação entre a China e a América Latina é uma forma de ajuda e apoio mútuos entre países do Sul Global. Ao olhar para mais de meio século passado, a razão pela qual as relações sino-latino-americanas se desenvolveram rapidamente está no fato de que a China sempre respeitou os povos da América Latina, insistindo em tratar todos os países da região de forma igualitária e buscando benefícios mútuos e ganhos compartilhados, referiu o chanceler chinês.
A China nunca se envolveu em cálculos geopolíticos, nunca interferiu nos assuntos internos de outros países e nunca exigiu que alguém escolha lados. Na reunião ministerial do Fórum China-CELAC, realizada no ano passado, a China lançou conjuntamente cinco grandes iniciativas — unidade, desenvolvimento, civilização, paz e aproximação entre os povos — traçando um plano para que China e América Latina avancem juntas rumo à modernização, prosseguiu Wang Yi.
A cooperação entre a China e a América Latina não é dirigida contra terceiros, nem deveria sofrer a interferência de terceiros, ” assinalou. “Estamos repletos de confiança no futuro das relações sino-latino-americanas. Independentemente de como a situação internacional evolua, a China está disponível para trabalhar com os países da América Latina rumo a construção firme de uma comunidade com futuro compartilhado entre a China e a América Latina, de modo que a parceria de cooperação abrangente entre ambas as partes beneficie ainda mais seus povos”, concluiu.