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União Europeia afirma não ter intenção de expandir escolta no Mar Vermelho para Estreito de Ormuz

Fonte: Diário do Povo Online    17.03.2026 09h52

A alta representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas, declarou na segunda-feira (16) que, após consultas entre os Estados-membros, a União Europeia (UE) atualmente não pretende estender sua operação de escolta no Mar Vermelho ao Estreito de Ormuz.

No mesmo dia, foi realizada uma reunião do Conselho de Assuntos Externos da UE. Após o encontro, Kallas fez essa declaração à imprensa. Segundo ela, retomar o transporte de fertilizantes, alimentos e energia pelo Estreito de Ormuz é uma tarefa urgente, e os ministros das Relações Exteriores dos países membros discutiram na reunião a questão da navegação nesse estreito.

Kallas afirmou que os ministros concordaram em reforçar as capacidades militares da operação de escolta da UE no Mar Vermelho, chamada "operação 'Aspides'", mas, por enquanto, não há intenção de expandir a operação para o norte, da linha de Muscat, em Omã, até o Estreito de Ormuz.

Ela acrescentou que, embora o Estreito de Ormuz seja atualmente um foco de atenção, o Mar Vermelho continua sendo crucial. "O risco de interferência por parte das forças Houthis no Yemen é real, e precisamos permanecer vigilantes", afirmou.

A rota do Mar Vermelho é considerada uma "linha vital marítima" para o comércio de mercadorias e energia entre a Europa e a Ásia. Entretanto, após a eclosão de uma nova rodada do conflito entre Israel e o Hamas, em outubro de 2023, os Houthis do Iêmen lançaram repetidos ataques contra essa rota marítima, obrigando companhias de navegação a desviar seus navios pelo Cabo da Boa Esperança, na África, aumentando significativamente o tempo e os custos de transporte.

Em fevereiro de 2024, a União Europeia lançou a operação Aspides (palavra grega que significa "escudos"). Sua missão principal é "garantir a liberdade de navegação no Mar Vermelho e nas águas adjacentes". A área de atuação abrange as principais rotas marítimas próximas ao Bab el-Mandeb Strait, além de monitorar a situação marítima no Estreito de Ormuz e nas águas internacionais do Mar Vermelho, do Golfo de Aden, do Mar Arábico, do Golfo de Omã e do Golfo Persa.

Segundo reportagens anteriores da mídia, a operação atualmente conta com navios de guerra da Itália, Grécia e França, cuja principal função é auxiliar a passagem de embarcações e interceptar drones, mísseis anti-navio e outras ameaças. Em fevereiro deste ano, a UE anunciou a prorrogação da operação por mais um ano, até fevereiro de 2027.

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