
O presidente brasileiro, Lula da Silva (Arquivo)
O presidente brasileiro, Lula da Silva, declarou numa entrevista coletiva na terça-feira (14) que não teme uma possível interferência dos Estados Unidos na eleição presidencial do Brasil. Ele criticou as tendências do presidente dos EUA, Donald Trump, de exercer o poder nas relações exteriores na tentativa de projetar uma sensação de “superioridade”.
"Se os Estados Unidos interviessem, estariam, na verdade, me fazendo um enorme favor", ironizou Lula. Ele observou que o governo Trump já havia, anteriormente, "tomado partido abertamente" em eleições de países como Honduras e Costa Rica, ações "absurdas" que constituíam uma violação da soberania de outras nações.
Ele sugeriu que, caso os EUA tentem influenciar na atual eleição presidencial brasileira, isso servirá para reforçar a sua própria plataforma de campanha no que tange à defesa da soberania nacional.
Lula também criticou Trump por travar, de forma "imprudente", uma guerra contra o Irã. Ele observou que Trump emprega frequentemente ameaças em assuntos diplomáticos, projetando "autoridade" por meio de uma postura firme para cultivar uma imagem de "onipotência", a fim de atrair seus eleitores.
Nas eleições gerais brasileiras deste ano, os eleitores irão às urnas para eleger o presidente, os governadores estaduais e os legisladores federais e estaduais. De acordo com o calendário divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral do Brasil, o primeiro turno da votação ocorrerá em 4 de outubro. Lula anunciou sua candidatura à presidência, buscando a reeleição.