O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o diálogo como forma de resolver conflitos internacionais após se reunir com o presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington, na quinta-feira.
Em coletiva de imprensa após o encontro bilateral, Lula afirmou ter transmitido a Trump a necessidade de priorizar as negociações em detrimento das guerras em curso, segundo a Presidência da República.
"Acredito muito mais no diálogo do que na guerra", declarou o presidente brasileiro, observando que sua vocação política "não é beligerante", mas sim voltada para a persuasão e a diplomacia.
Em relação ao conflito entre Rússia e Ucrânia, Lula afirmou que ninguém sabe como os conflitos armados podem terminar e reiterou que a diplomacia é "mais barata e mais eficaz" do que confrontos militares.
O presidente brasileiro também afirmou que o Brasil está disposto a mediar em assuntos internacionais e mencionou que ofereceu assistência para discutir a situação em Cuba e o fim do embargo imposto pelos Estados Unidos à ilha.
Sobre a relação bilateral com Washington, Lula declarou que deseja expandir o investimento americano no Brasil, especialmente em áreas relacionadas à transição energética e data centers.
No entanto, ele observou que as empresas interessadas em instalar data centers no Brasil terão que gerar sua própria energia. O presidente também abordou a questão dos chamados "elementos de terras raras" e minerais críticos, afirmando que o Brasil busca parcerias internacionais, mas não simplesmente exportar matérias-primas.
"Queremos que o Brasil seja o grande vencedor desta riqueza que a natureza nos deu", afirmou.
Questionado sobre uma possível interferência estrangeira nas eleições brasileiras, Lula declarou não acreditar que Trump influenciará o processo eleitoral do Brasil e enfatizou que "o povo brasileiro decide o resultado da eleição brasileira".