A China sustenta que o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) continua sendo a pedra angular do regime internacional de não proliferação e desarmamento nuclear, além de ser um pilar indispensável da arquitetura de segurança internacional pós-Segunda Guerra Mundial, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, nesta segunda-feira.
Mao fez as observações quando perguntada sobre a falha da 11ª Conferência de Revisão do TNP em adotar um documento final, que teria sido atribuída às diferenças entre os Estados Unidos e o Irã.
Mao afirmou que a 11ª Conferência de Revisão foi realizada em meio a graves perturbações no equilíbrio estratégico e na estabilidade global, enquanto o processo multilateral de controle de armas se tornou cada vez mais politizado, baseado em blocos e fragmentado.
"A China lamenta a falha da conferência em chegar a um documento final", disse ela.
Segundo a porta-voz, a China atribui grande importância ao papel do tratado e apoia sua universalidade, eficácia e autoridade.
A China apela a todos os Estados-partes a defender o multilateralismo e o conceito de segurança comum, a melhorar o ambiente de segurança internacional e regional, a salvaguardar sinceramente a estabilidade estratégica global, a eliminar as causas profundas da proliferação de armas nucleares e a criar mais condições favoráveis para o avanço ordenado no processo de desarmamento nuclear.
Eles também devem resolver pacificamente as questões críticas relacionadas à não proliferação nuclear através do diálogo e da negociação, defender os direitos legítimos de todos os países ao uso pacífico da energia nuclear e alavancar plenamente o importante papel do TNP para a paz e o desenvolvimento nesta era, disse a porta-voz.