
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse na terça-feira que a China sempre considerou que suas relações com o Panamá não têm como alvo terceiros e não devem ser perturbadas por terceiros.
Wang, também membro do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da China, efetuou essas declarações durante uma reunião com o ministro das Relações Exteriores do Panamá, Javier Martínez-Acha, à margem de uma reunião de alto nível do Conselho de Segurança da ONU sobre a defesa dos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas e o reforço do sistema internacional centrado nas Nações Unidas.
A China e o Panamá compartilham uma longa história de intercâmbios, observou Wang, acrescentando que no século XIX, um grande número de trabalhadores chineses foi para o Panamá para ajudar na construção de ferrovias e na escavação do canal, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do país.

Nos quase nove anos desde o estabelecimento das relações diplomáticas, as relações bilaterais geralmente progrediram tranquilamente, trazendo benefícios tangíveis ao povo panamenho, disse ele.
Os fatos comprovaram plenamente que o estabelecimento de relações diplomáticas entre a China e o Panamá está em consonância com os interesses de longo prazo de ambos os países e representa a vontade dos povos e a tendência dos tempos, disse Wang.
A adesão ao princípio de Uma Só China é o alicerce político das relações diplomáticas entre a China e o Panamá, e a China aprecia a reafirmação repetida pela liderança panamenha de seu compromisso com o princípio de Uma Só China e sua recusa em conceder a Taiwan qualquer espaço para atividades, manifestou Wang.
As empresas chinesas têm operado no Panamá há muitos anos, dando importantes contribuições para o crescimento econômico do país e a melhoria das condições de vida da população, disse Wang, ressaltando que a China espera que o Panamá proteja efetivamente os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas.
A China está disposta a trabalhar com o Panamá para promover o desenvolvimento saudável e estável das relações bilaterais, mantendo a aspiração original de estabelecer relações diplomáticas, aprofundar a cooperação prática e resistir à interferência externa, disse ele.

Por sua vez, Martínez-Acha expressou que a China é uma força importante na defesa do multilateralismo e que o Panamá também está comprometido com o multilateralismo efetivo.
O Panamá atribui grande importância às suas relações com a China, compreende plenamente a importância e a sensibilidade da questão de Taiwan e aderirá inabalavelmente à política de Uma Só China, não permitindo que Taiwan estabeleça quaisquer instituições no Panamá, disse Martínez-Acha.
O povo do Panamá lembra-se bem das contribuições feitas pelo povo chinês para os projetos da ferrovia e do canal do Panamá nos primeiros tempos, disse ele, observando que o Panamá está disposto a trabalhar com a China para olhar para o futuro, resolver diferenças por meio do diálogo construtivo com base no respeito mútuo, construir uma forte confiança e abrir um novo capítulo nas relações entre o Panamá e a China.