O Ministério da Defesa Nacional da China instou os Estados Unidos a abordarem a questão de Taiwan com a máxima prudência.
O porta-voz do ministério, Jiang Bin, fez o pedido em uma coletiva de imprensa na quinta-feira, em resposta a uma pergunta da mídia sobre a suspensão, por parte dos EUA, de uma venda de armas no valor de US$ 14 bilhões a Taiwan, ao mesmo tempo que incluíram US$ 1 bilhão na chamada "Iniciativa de Cooperação de Segurança de Taiwan" na Lei de Autorização de Defesa Nacional para o Ano Fiscal de 2027.
"A oposição da China à venda de armas dos EUA à região de Taiwan é consistente e clara", afirmou Jiang.
O lado americano deve respeitar o princípio de Uma Só China e as disposições dos três comunicados conjuntos China-EUA, especialmente o Comunicado de 17 de Agosto, e implementar o importante consenso alcançado na reunião entre os dois chefes de Estado, disse ele.
Ele instou o lado americano a honrar os compromissos e as declarações que fez à China e a tomar medidas concretas para salvaguardar o desenvolvimento estável, saudável e sustentável das relações bilaterais e dos laços entre as forças armadas dos dois países.
No Comunicado de 17 de Agosto, assinado em 1982, o governo dos EUA declarou que "não pretende implementar uma política de longo prazo de venda de armas a Taiwan" e que "pretende reduzir gradualmente a venda de armas a Taiwan, levando, ao longo do tempo, a uma resolução definitiva".