Castanhas de caju produzidas pelos países africanos que mantêm relações diplomáticas com a China passaram a ter acesso ao mercado chinês, desde que cumpram um conjunto unificado de requisitos de inspeção, quarentena e higiene sanitária, anunciou a Administração Geral das Alfândegas da China (AGA).
O acesso para os países produtores passou a valer em 9 de junho. A África é a maior fornecedora mundial de castanhas de caju. Antes, apenas alguns países africanos, entre eles Guiné-Bissau, Moçambique e Gâmbia, tinham obtido acesso para exportar o produto à China sob regime de quarentena.
Segundo a AGA, avaliações mostraram que os riscos de pragas e doenças relacionados à produção de castanhas de caju são, em geral, semelhantes em todo o continente africano, o que permitiu à China adotar conjunto unificado de requisitos de inspeção, quarentena e higiene sanitária para a importação do produto africano.
Um funcionário da AGA disse que o novo arranjo elimina a necessidade de negociar, país por país, o acesso sob regime de quarentena para as nações africanas que buscam exportar castanhas de caju para a China. Desde que atendam aos requisitos pertinentes, os produtos poderão ser exportados para o mercado chinês.
Segundo o funcionário, a medida contribuirá para ampliar as fontes de importação, diversificar a oferta no mercado interno e aprofundar a cooperação prática no comércio agrícola entre a China e a África, com a garantia da segurança dos alimentos.
A AGA informou que continuará acelerando as avaliações de acesso sob regime de quarentena para os produtos agrícolas e alimentícios africanos e implementará plenamente medidas aprimoradas de facilitação de canais expressos, permitindo que mais produtos africanos de alta qualidade da África entrem no mercado chinês e atendam melhor à demanda diversificada dos consumidores.