
De 22 a 26 de junho, foi realizada em Beijing a 4ª Exposição Internacional da Cadeia de Suprimentos da China. (Foto: Xinhua)
De 22 a 26 de junho, foi realizada em Beijing a 4ª Exposição Internacional da Cadeia de Suprimentos da China (CISCE), marcada por um intenso ambiente de cooperação industrial entre empresas chinesas e estrangeiras. No dia da abertura, o Ministério do Comércio e outros dois órgãos governamentais da China divulgaram conjuntamente o Plano de Ação para Consolidar, Estabilizar e Otimizar a Utilização do Investimento Estrangeiro, apresentando 15 medidas destinadas a atrair capital externo.
O plano estabelece uma estratégia baseada em três pilares: preservar os investimentos já existentes, ampliar novos aportes e elevar sua qualidade, demonstrando a firme determinação da China em expandir continuamente sua abertura econômica de alto nível ao exterior.
A ampliação do acesso ao mercado de serviços e a criação de mais oportunidades para o investimento estrangeiro constituem o principal eixo da nova política. As restrições ao investimento externo na indústria de transformação já foram totalmente eliminadas na China, sendo que o setor de serviços responde atualmente por cerca de 70% do investimento estrangeiro efetivamente utilizado, tornando-se o principal destino desses recursos. Recentemente, o país implementou projetos-piloto de abertura nas áreas de computação em nuvem, hospitais de capital integralmente estrangeiro e biotecnologia, além de criar nove novas zonas-piloto de abertura ampliada para o setor de serviços.
O Plano de Ação também responde às demandas das empresas estrangeiras ao promover, de forma gradual, a abertura do ensino profissionalizante e de instituições de excelência nas áreas de ciência, engenharia, agricultura e medicina, bem como acelerar a elaboração de normas complementares para a produção farmacêutica por etapas. Durante a feira, a farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk assinou memorandos de cooperação com diversas empresas chinesas da área médica. Um de seus medicamentos inovadores foi lançado na China, em março deste ano, antes de qualquer outro mercado no mundo.
A trajetória da empresa — da simples introdução de produtos ao desenvolvimento simultâneo na China e ao lançamento global a partir do país — representa um retrato fiel do aprofundamento contínuo da abertura do setor de serviços.
Tendo como foco a transformação digital e inteligente, as novas políticas incentivam uma participação mais profunda do capital estrangeiro na modernização da indústria chinesa. Nesta edição da feira, a antiga secção dedicada à cadeia de tecnologia digital foi ampliada e transformada em uma área voltada às tecnologias digitais inteligentes, incluindo, pela primeira vez, um espaço exclusivo para inteligência artificial, evidenciando a mudança das prioridades de investimento das empresas estrangeiras.
A Intel, participante de longa data no evento, apresentou iniciativas desenvolvidas em conjunto com grandes fabricantes chineses de eletrodomésticos e de painéis de exibição para criar um ecossistema doméstico baseado em inteligência artificial. Após mais de quarenta anos de presença no mercado chinês, a empresa expandiu sua atuação de simples escritórios comerciais para fábricas de semicondutores e centros de inovação tecnológica na Grande Área da Baía Guangdong-Hong Kong-Macau.
O Plano de Ação incentiva explicitamente a criação de centros de pesquisa e desenvolvimento por empresas estrangeiras na China, demonstrando que o modelo de investimento externo deixou de se concentrar apenas na manufatura por encomenda e passou a adotar uma estratégia integrada de pesquisa e desenvolvimento, produção e sedes regionais.
Nos primeiros cinco meses deste ano, o investimento estrangeiro efetivamente utilizado nos setores de alta tecnologia cresceu 19,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, representando quase 40% do total nacional, indicando uma aceleração da concentração de capital externo em segmentos industriais de maior valor agregado.
A melhoria contínua do ambiente de negócios também desempenha um papel fundamental para fortalecer as expectativas de longo prazo dos investidores estrangeiros. Na área dedicada aos veículos inteligentes da feira, um modelo desmontado de um automóvel produzido pela fábrica da Tesla em Shanghai atraiu grande atenção do público. Mais de 95% de seus componentes são fornecidos por empresas instaladas na própria China, e os veículos, após seu lançamento inicial no mercado chinês, são exportados para diversos países.
A Gigafactory de Shanghai tornou-se um caso emblemático da eficiência do ambiente de negócios chinês, ao concluir construção, início de produção e primeiras entregas em um período extremamente curto. Segundo representantes da empresa, medidas previstas no Plano de Ação — como facilitação do reinvestimento, apoio à pesquisa e desenvolvimento, aprimoramento das regras para transferência internacional de dados e garantias para grandes projetos — respondem diretamente às principais dificuldades enfrentadas pelas empresas estrangeiras e reforçam sua confiança em ampliar seus investimentos de longo prazo no mercado chinês.
O intenso fluxo de negociações entre empresas chinesas e estrangeiras durante a feira confirma que os benefícios da política de abertura da China continuam se expandindo. Encarando o futuro, o país reafirma que sua abertura ao exterior será cada vez maior. Com base em políticas mais completas e em um ambiente de negócios de alta qualidade, a China continuará fortalecendo as bases para o desenvolvimento do investimento estrangeiro, promovendo uma atuação mais ampla, mais profunda e de maior qualidade das empresas internacionais em seu território, em conjunto com a construção de uma economia aberta baseada em benefícios mútuos e cooperação ganha-ganha.