O governo de Portugal emitiu na terça-feira (1º) um alerta de calor intenso, reforçando as medidas de prevenção contra incêndios florestais e ampliando a proteção às populações mais vulneráveis diante da iminente vaga de calor extremo.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) informou que, a partir do dia 2, 12 das 18 regiões de Portugal continental entrarão em alerta vermelho para altas temperaturas, situação que deverá permanecer pelo menos até o dia 4. As seis regiões restantes ficarão sob alerta laranja.
O ministro da Administração Interna de Portugal, Luís Neves, afirmou na quarta-feira que as temperaturas poderão atingir até 47°C nos próximos dias. Ele pediu que a população mantenha máxima vigilância e evite qualquer atividade que possa provocar incêndios, incluindo queimadas agrícolas, queima de resíduos a céu aberto e churrascos em áreas externas. Também orientou os cidadãos a não jogarem cigarros no chão e a evitarem estacionar veículos sobre áreas com vegetação, a fim de reduzir o risco de incêndios.
No mesmo dia, o Ministério da Saúde anunciou um plano de resposta às altas temperaturas, determinando que os municípios disponibilizem abrigos temporários climatizados para acolher pessoas em situação de vulnerabilidade, caso seja necessário.
Em algumas cidades, incluindo a capital, Lisboa, parte das estações de metrô passou a permanecer aberta durante a madrugada, fora do horário normal de funcionamento, para oferecer um local protegido do calor às pessoas em situação de rua.
Diante do aumento do risco de incêndios florestais nos próximos dias, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil elevou o nível de alerta para incêndios ao nível 3, considerado um grau elevado de prontidão.