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Comércio entre China e Europa pode alcançar equilíbrio dinâmico durante o processo de desenvolvimento

Fonte: Diário do Povo Online    08.07.2026 09h29

Zhong Sheng

A China não é a origem dos problemas da União Europeia, mas sim uma parceira para resolvê-los conjuntamente. O aprofundamento da cooperação e as consultas em condições de igualdade são o caminho central para superar divergências e estabilizar o comércio entre a China e a Europa.

Recentemente, a primeira reunião do mecanismo de consultas sobre comércio e investimento entre China e União Europeia foi realizada em Bruxelas. As duas partes divulgaram uma declaração conjunta, estabelecendo uma nova posição de parceria comercial fundamental, caracterizada por estabilidade e equilíbrio. O mecanismo conta com quatro áreas principais: equilíbrio comercial e de investimentos, controle de exportações, propriedade intelectual e reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC). Além disso, foi criado um canal conjunto de monitoramento de dados comerciais, marcando a entrada das divergências econômicas e comerciais entre China e Europa em uma fase de tratamento institucionalizado e regularizado.

O jornal alemão Handelsblatt avaliou que esse mecanismo criou um canal de amortecimento para as negociações, capaz de evitar que medidas protecionistas de ambos os lados continuem se intensificando.

Recentemente, vozes protecionistas dentro da União Europeia ganharam força. Alguns políticos têm promovido alegações falsas como “desequilíbrio comercial entre China e Europa” e “excesso de capacidade produtiva”, criando narrativas negativas e adotando diversas restrições comerciais que prejudicam as relações econômicas normais. Por trás disso está, de um lado, uma percepção equivocada da UE sobre o comércio bilateral; de outro, sua dificuldade em resolver problemas estruturais internos mais profundos.

A acusação de “excesso de capacidade produtiva” concentra-se apenas no déficit comercial de bens e ignora deliberadamente os dados do comércio de serviços. Em 2025, a União Europeia registrou um superávit de US$ 48,3 bilhões no comércio de serviços com a China. Considerando conjuntamente o comércio de bens e serviços, a diferença comercial entre os dois lados diminui significativamente.

A raiz das pressões enfrentadas pela indústria europeia está em suas próprias fragilidades: altos custos de energia, políticas industriais instáveis e insuficiente impulso inovador. Usar barreiras tarifárias para evitar a concorrência de mercado apenas trata os sintomas, não a causa, agravando problemas estruturais e prejudicando os consumidores europeus e o potencial de desenvolvimento de longo prazo.

A atual estrutura comercial entre China e Europa é resultado das escolhas independentes das empresas e do mercado. Em maio deste ano, marcas chinesas de automóveis venderam 138,4 mil veículos na Europa, um aumento anual de 65%. Isso representa o retorno do fortalecimento da capacidade industrial chinesa no mercado e não corresponde ao chamado “comércio desleal”. Profissionais europeus do setor também reconhecem que o protecionismo comercial não fortalece a indústria local, apenas atrasa o processo de transformação industrial.

A China e a União Europeia são, uma para a outra, o segundo maior parceiro comercial. Em 2025, o comércio bilateral de bens alcançou US$ 828,1 bilhões, e o estoque de investimentos nos dois sentidos ultrapassou US$ 280 bilhões. Nos setores de automóveis, novas energias, medicamentos e máquinas, as cadeias industriais estão profundamente integradas, mantendo os interesses de ambos os lados estreitamente interligados.

O presidente da Câmara de Comércio da União Europeia na China, Jens Eskelund, afirmou que a China não é apenas um mercado lucrativo para as empresas europeias, mas também uma parte fundamental das cadeias globais de suprimentos. O aumento da competitividade das empresas europeias depende da cooperação dentro da divisão internacional do trabalho; uma separação artificial das cadeias produtivas só causaria prejuízos para ambos os lados.

A China sempre manteve a disposição de resolver divergências por meio do diálogo e, ao mesmo tempo, defende firmemente seus legítimos direitos comerciais. A essência das relações econômicas e comerciais entre China e Europa é a complementaridade de vantagens e o benefício mútuo. Portanto, os dois lados podem alcançar um equilíbrio dinâmico durante o desenvolvimento contínuo.

Juntas, China e União Europeia representam mais de um terço da economia mundial, e seu comércio bilateral corresponde a quase um quarto do comércio global. A estabilidade das relações econômicas e comerciais entre as duas partes é de grande importância para a economia mundial.

Os trens de carga China-Europa já realizaram mais de 130 mil viagens acumuladas, com valor de mercadorias transportadas superior a US$ 520 bilhões, fortalecendo as cadeias de abastecimento entre a Ásia e a Europa e beneficiando os países ao longo das rotas.

Atualmente, o protecionismo unilateral está perturbando as regras do comércio global, tornando urgente a reforma da OMC. China e União Europeia possuem amplos espaços de cooperação em áreas como governança climática, comércio digital e desenvolvimento global.

Com o mecanismo de consultas já oficialmente em funcionamento, o ponto-chave para o futuro será que ambos os lados avancem na mesma direção. Como parceiros estratégicos abrangentes, China e União Europeia, ao promoverem a cooperação econômica e comercial com base nos princípios de respeito mútuo, igualdade e benefícios recíprocos, poderão não apenas beneficiar empresas e povos das duas regiões, mas também proteger o sistema multilateral de comércio e contribuir para a estabilidade e prosperidade da economia mundial.

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