As forças dos EUA realizaram ataques contra o Irã pelo segundo dia consecutivo, na quarta-feira (8), para "reduzir" a capacidade do país de "ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz", informou o Comando Central dos EUA.
Os Estados Unidos estão "responsabilizando o Irã pela recente agressão injustificada contra navios comerciais e tripulações civis que navegavam livremente por uma via navegável internacional vital", afirmou o comando numa publicação na rede social X.
Mais de 20 navios de guerra da Marinha dos EUA patrulhavam águas do Oriente Médio na quarta-feira, segundo uma publicação anterior do comando.
A ação ocorreu depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, alertou na cúpula da OTAN em Ancara, mais cedo naquele mesmo dia, que as forças armadas americanas provavelmente atacariam o Irã novamente.
"Vou dar um pequeno aviso: vamos atingi-los com força esta noite", disse Trump, acrescentando que não esperava um conflito em larga escala com o Irã.
Após as declarações de Trump na cúpula, a emissora iraniana Press TV, citando uma fonte bem informada, noticiou que o Irã fecharia o Estreito de Ormuz e atacaria o dobro de alvos caso houvesse um novo ataque dos EUA.
Esses desdobramentos ocorreram num momento em que os Estados Unidos e o Irã trocavam novos ataques entre a noite de terça-feira e a quarta-feira, marcando uma nova rodada de escalada das tensões.