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Resiliência econômica da China gera dividendos de oportunidades

Fonte: Xinhua    16.07.2026 13h31

A economia chinesa manteve crescimento estável no primeiro semestre deste ano, continuando a gerar oportunidades de desenvolvimento para o mundo.

A segunda maior economia do mundo cresceu 4,7% no primeiro semestre de 2026, desempenho que as autoridades classificaram como "dentro de uma faixa adequada" para o primeiro ano do 15º Plano Quinquenal da China (2026-2030). O país estabeleceu uma meta de crescimento anual entre 4,5% e 5% e buscará resultados melhores.

O comércio exterior registrou forte crescimento de dois dígitos no primeiro semestre, enquanto uma colheita abundante de grãos de verão reforçou a segurança alimentar. Os esforços para garantir uma oferta adequada de energia no país ajudaram a enfrentar de forma eficaz os desafios externos provocados por conflitos geopolíticos. As fontes não fósseis, que representam 62% da capacidade instalada total, desempenham um papel cada vez mais relevante na segurança energética e na transição verde.

Na China, anos de investimentos contínuos em inovação impulsionaram o rápido surgimento de novas tecnologias e produtos. Um relatório recente do Banco Mundial destacou os fortes investimentos em alta tecnologia e a capacidade de amortecer os impactos de interrupções no fornecimento global de energia como fatores que contribuem para a resiliência da economia chinesa.

Novos motores de crescimento, representados pela manufatura avançada, pela economia digital e pelos serviços modernos, contribuíram com mais de 40% ao crescimento econômico no primeiro semestre, evidenciando a transição da economia em direção à inovação e à qualidade.

O crescimento estável do país não foi alcançado facilmente, considerando tanto a dimensão de sua economia, de 140 trilhões de yuans, quanto a escassez global de energia e as graves interrupções nas cadeias de suprimentos.

O crescimento estável da China, uma realização significativa, oferece a tão necessária previsibilidade em um mundo marcado pela incerteza.

Diante do avanço do unilateralismo e do protecionismo, a China manteve seu compromisso de ampliar ativamente a abertura e compartilhar oportunidades de desenvolvimento com parceiros de todo o mundo.

Esse compromisso foi demonstrado pela extensão, a partir de 1º de maio de 2026, do tratamento tarifário zero a todos os países africanos que mantêm relações diplomáticas com a China.

Nos primeiros seis meses do ano, o crescimento das importações superou o das exportações em 8,7 pontos percentuais.

A China está comprometida com a cooperação ganha-ganha e o progresso coletivo com outros países, em vez de avançar rapidamente sozinha. Ao oferecer amplos dividendos de mercado, o país também proporciona ao mundo dividendos crescentes de inovação por meio do progresso tecnológico e da modernização industrial.

É precisamente por isso que o conceito de "Oportunidade China 2.0" vem ganhando força. A expressão se refere às oportunidades decorrentes de uma interação econômica mais aberta, inclusiva e impulsionada pela tecnologia entre a China e o restante do mundo.

Apostando nas oportunidades oferecidas pelo mercado chinês, empresas de capital estrangeiro continuaram trazendo investimentos ao país. Nos primeiros cinco meses, o número de novas empresas de capital estrangeiro estabelecidas na China cresceu 5,3% em termos anuais, chegando a 25.297, enquanto cerca de 4 mil empresas estrangeiras ampliaram seus investimentos no país.

No setor de veículos de nova energia, montadoras multinacionais buscam de forma proativa manter sua competitividade aproveitando o ecossistema de inovação da China e estabelecendo parcerias com empresas tecnológicas locais de destaque.

Atualmente, continuam os esforços para promover a integração profunda entre a inovação científico-tecnológica e a inovação industrial, além de ampliar a demanda interna. Um plano recentemente divulgado para impulsionar o consumo, que pretende elevar as vendas totais no varejo de bens de consumo para cerca de 60 trilhões de yuans (US$ 8,84 trilhões) até 2030, reflete esses esforços e o vasto potencial de negócios do mercado consumidor chinês.

A China deixou claro que trabalhará com todas as partes para construir uma economia mundial aberta, manter a estabilidade das cadeias industriais e de suprimentos globais e alcançar novos resultados por meio da inovação.

Para países e empresas que buscam crescimento em vez de confronto, a expansão da "Oportunidade China 2.0" torna-se cada vez mais difícil de ignorar.

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