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Cooperação em Inteligência Artificial entre China e América Latina se acelera

Fonte: Diário do Povo Online    22.07.2026 11h12

Atualmente, a inteligência artificial (IA), como um novo motor para o crescimento econômico global e um acelerador para a transformação de antigos e novos motores de crescimento, tornou-se uma alavanca fundamental para aprofundar a cooperação mutuamente benéfica e pragmática entre a China e a América Latina.

China e América Latina estão continuamente abrindo canais para colaboração em políticas, indústria, talentos e tecnologia, construindo um sistema de cooperação em IA e injetando forte impulso nos esforços da América Latina para superar os gargalos do desenvolvimento digital e cultivar novos motores digitais.

Impulsionadas pelo desenvolvimento da tecnologia digital e pela filosofia de cooperação aberta da China, tecnologias emergentes como a inteligência artificial estão se consolidando rapidamente na América Latina, delineando um cenário de desenvolvimento inovador para os países latino-americanos, injetando forte impulso na parceria de cooperação abrangente entre a China e a América Latina e estabelecendo uma base digital sólida para a construção de uma comunidade China-América Latina com um futuro compartilhado.

No Brasil, uma plataforma inteligente de inspeção de linhas de transmissão de energia, desenvolvida por uma equipe chinesa, com base em tecnologias de reconhecimento de imagem e big data, foi adaptada ao complexo ambiente de transmissão de energia em áreas montanhosas e florestais do Brasil, reduzindo significativamente os riscos da manutenção manual em campo por meio de inspeções inteligentes.

No México, foi realizado recentemente o seminário "Oportunidades de Desenvolvimento da Economia Inteligente China-México", onde os participantes se envolveram em discussões animadas sobre a aplicação da tecnologia de inteligência artificial em países latino-americanos e as perspectivas de cooperação em economia inteligente entre a China e o México e entre a China e a América Latina.

O "Índice Latino-Americano de Inteligência Artificial (ILIA 2025)", divulgado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) das Nações Unidas, mostra que o nível geral de desenvolvimento de inteligência artificial na América Latina situa-se entre médio e baixo em comparação com o resto do mundo, com a maioria dos países ainda em estágios iniciais de desenvolvimento.

A América Latina representa aproximadamente 6,6% do PIB global e 8,8% da população mundial, mas absorve apenas 1,12% do investimento global em inteligência artificial, o que indica um enorme potencial de desenvolvimento futuro.

A América Latina carece de modelos subjacentes desenvolvidos de forma independente, e seus serviços públicos e ecossistema empresarial em áreas afins são altamente dependentes da infraestrutura de nuvem dos EUA.

Há muito tempo, empresas de tecnologia ocidentais controlam o poder computacional e a cadeia de valor da indústria de servidores da América Latina por meio da terceirização nearshore.

Essa relação se caracteriza essencialmente pelo "fornecimento de dados e mercados em idiomas nativos pela América Latina, enquanto os EUA colhem os lucros comerciais e exportam padrões", o que gera forte preocupação entre os países latino-americanos quanto à perda de sua soberania digital.

Líderes latino-americanos geralmente reconhecem que a dependência exclusiva da tecnologia ocidental dificulta a conquista da soberania digital. O desenvolvimento de IA pela China, pautado pelos princípios de equidade, inclusão, cooperação e compartilhamento, e adaptado às realidades locais, é uma direção preferencial para a diversificação da cooperação tecnológica na América Latina.

A cooperação com a China em IA é a forma de o Sul Global responder aos novos desafios tecnológicos de maneira "moderada e recíproca", ajudando a América Latina a manter sua soberania e voz no campo digital, avalia Celso Amorim, assessor-chefe da Assessoria Especial da Presidência da República do Brasil.

A cooperação sino-latino-americana em IA possui complementaridade natural. A América Latina possui um dividendo demográfico, um vasto mercado consumidor e recursos de energia limpa. Já a China possui uma cadeia produtiva completa em IA, vasta experiência prática em aplicações e soluções economicamente viáveis, que podem suprir as lacunas na infraestrutura e no conjunto de talentos da América Latina.

A China tem consistentemente defendido a filosofia de desenvolvimento baseada na igualdade e na cooperação ganha-ganha, respeitando as diferenças institucionais e as preocupações de segurança de diversos países na governança tecnológica, e unindo os países do Sul Global para fortalecer continuamente sua participação e influência na governança, inaugurando assim um novo paradigma para a cooperação internacional em inteligência artificial, avaliou Chen Zhimin, diretor executivo do Centro Global de Governança da Inovação em Inteligência Artificial da Universidade de Fudan

Do ponto de vista das tendências de desenvolvimento em áreas correlatas, espera-se que a China e a América Latina continuem expandindo a cooperação no futuro, incluindo a construção conjunta de centros de computação de ponta, laboratórios de inteligência artificial e o treinamento de talentos, além do fomento de entidades locais de inovação. Ao mesmo tempo em que fortalecem a cooperação na governança da inteligência artificial e trabalham em conjunto para promover o desenvolvimento benéfico e inclusivo da inteligência artificial.

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