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De 5.000 dólares a uma floresta: a amizade entre China e Estados Unidos testemunhada pelo deserto de Maowusu

Fonte: Diário do Povo Online    24.08.2026 10h26

Em 1999, quando lecionava em Luoyang, na província de Henan, na China, o professor americano Ronald Sakolsky ficou profundamente comovido com a história de Yin Yuzhen, que se dedicava ao combate à desertificação no deserto de Maowusu, na Mongólia Interior. Comovido com sua determinação, ele mobilizou esforços para arrecadar 5.000 dólares e ajudá-la a plantar árvores.

Mais de duas décadas depois, as árvores plantadas com a doação cresceram e deram origem a uma floresta com mais de 50 mil árvores. O que começou como uma contribuição financeira transformou-se em um símbolo de amizade entre os dois países e de perseverança na luta contra a desertificação.

Hoje aposentado, Sakolsky, de 69 anos, chegou a Beijing no domingo para uma visita à China, com o objetivo de reencontrar a amiga e renovar uma amizade que nasceu há mais de duas décadas. Durante sua estadia, ele também pretende plantar árvores ao lado de Yin Yuzhen.

Na época da doação, os 5.000 dólares representavam uma quantia significativa. O dinheiro poderia ter sido usado por Yin para construir uma casa, custear a criação dos filhos ou até mesmo mudar completamente o rumo da vida de sua família. Ela, porém, decidiu investir os recursos no combate à desertificação.

As mudas compradas com a doação foram plantadas e cuidadas ao longo dos anos. Hoje, transformaram-se em uma extensa área verde, com mais de 50 mil árvores.

Em maio deste ano, Yin recorreu à internet em busca do antigo amigo americano que havia feito a doação décadas antes. O reencontro virtual dos dois emocionou muitas pessoas e abriu caminho para que a amizade fosse retomada pessoalmente.

O reencontro aconteceu no Aeroporto de Ejin Horo de Ordos, na Mongólia Interior. Assim que viu Sakolsky descendo a escada rolante, Yin correu ao seu encontro. Os dois se abraçaram emocionados e choraram de alegria após mais de duas décadas separados.

“É um sonho realizado”, disse Sakolsky. “Ela fez uma promessa há 27 anos e a cumpriu. Nunca pensei que a veria novamente. É um milagre, mas mostra que a cultura e as pessoas ainda podem cumprir suas promessas”.

A história dos dois começou com uma doação de 5.000 dólares e uma causa comum: transformar uma terra castigada pela desertificação. Hoje, as árvores que nasceram daquela iniciativa permanecem como testemunho de uma amizade que atravessou décadas e fronteiras.

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