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Produções chinesas conquistam público africano no Ano de Intercâmbios Interpessoais China-África 2026

Fonte: Diário do Povo Online    26.08.2026 14h22

O 7º Fórum de Cooperação entre Mídias China-África 2026 foi realizado em Beijing, tendo como tema “Compartilhar novas oportunidades de desenvolvimento e criar juntos um novo futuro para o audiovisual”. O evento ocorre no momento em que China e países africanos celebram 70 anos do estabelecimento das relações diplomáticas e o “Ano de Intercâmbios Interpessoais China-África”.

Cerca de 400 representantes da China e de 45 países africanos reuniram-se para aprofundar o intercâmbio em temas como inovação de conteúdo, cooperação tecnológica, contribuição do audiovisual para o comércio e a economia e aplicações integradas de inteligência artificial (IA).

Durante o fórum, foram divulgados a Declaração Conjunta do 7º Fórum de Cooperação entre Mídias China-África e 80 resultados de cooperação sino-africana no setor de rádio, televisão e audiovisual, dando novo impulso ao intercâmbio cultural entre China e África.

Em seu discurso na cerimônia de abertura, Bach, representante da União Africana na China, afirmou que as mídias chinesas e africanas devem caminhar juntas, testemunhar o desenvolvimento da parceria bilateral e tornar-se uma força importante para promover o desenvolvimento de ambos os lados, ampliar a compreensão mútua e consolidar a paz regional.

Por meio de uma mensagem em vídeo, Ahunna Eziakonwa, secretária-geral assistente das Nações Unidas, destacou que o intercâmbio entre as mídias chinesa e africana pode ajudar o mundo a conhecer uma África real. Segundo ela, ambos os lados precisam fortalecer sua soberania narrativa e utilizar a cooperação audiovisual para contribuir para a implementação da Agenda 2063 da União Africana.

Desde que o Fórum de Cooperação China-África de Beijing, em 2024, lançou o “Plano de Cooperação China-África para a Inovação em Rádio, Televisão e Audiovisual”, a cooperação audiovisual entre as duas partes vem se aprofundando em diversas áreas. Atualmente, mais de 80 produções audiovisuais chinesas, incluindo O Problema dos 3 Corpos e Meu Altail, chegaram às telas de vários países africanos. Ao mesmo tempo, mais de 80 programas de 29 países africanos foram exibidos nas principais plataformas chinesas. China e países africanos também produziram conjuntamente quase 50 programas audiovisuais, entre eles Bem-vindos a Maile Village, que recebeu o Prêmio de Contribuição Especial para a Promoção da Amizade China-Tanzânia.

Grégoire Djaka, secretário-geral da União Africana de Radiodifusão, afirmou que os equipamentos tecnológicos chineses têm contribuído para a modernização da infraestrutura de rádio e televisão da África. Segundo ele, no futuro, os dois lados deverão romper com o modelo de intercâmbio baseado em uma única direção e promover uma circulação mútua de conteúdos, experiências e perspectivas, fazendo com que as produções audiovisuais aproximem os povos dos dois lados.

Nuno Caldas Albino, secretário de Estado do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias da Informação e Comunicação Social de Angola, revelou que cerca de 50 profissionais da mídia angolana já viajaram à China para participar de treinamentos, o que contribuiu significativamente para o aprimoramento de suas competências profissionais e para seu conhecimento sobre a China. Atualmente, os setores de rádio e televisão de Angola e da China estão negociando ativamente projetos de produção conjunta, com a expectativa de criar mais obras audiovisuais de alta qualidade e aprofundar os laços culturais entre os dois países.

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