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China comemora 81º aniversário da vitória contra a agressão japonesa

Fonte: Diário do Povo Online    04.09.2026 09h03

Estudantes prestam homenagem floral aos mártires em um memorial da campanha de Yunnan Ocidental, durante a Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa, em Tengchong, província de Yunnan, sudoeste da China, em 3 de setembro de 2026. (Foto de Gong Zujin/Xinhua)

Pessoas em toda a China realizaram atividades comemorativas na quinta-feira, para marcar o 81º aniversário da vitória na Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa e na Guerra Mundial Antifascista.

A Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa (1931-1945) foi a primeira a eclodir e a mais longa da Guerra Mundial Antifascista. Ao longo de 14 anos, cerca de 35 milhões de chineses foram mortos ou feridos. O Japão se rendeu oficialmente em 2 de setembro de 1945, assinando o Instrumento de Rendição.

A guerra marcou a primeira vitória completa da China contra uma agressão estrangeira nos tempos modernos. Através de imenso sacrifício, o povo chinês deu uma importante contribuição para a salvação da civilização humana e a defesa da paz mundial.

Em 2014, o parlamento chinês designou o dia 3 de setembro como o Dia da Vitória da Guerra de Resistência. No ano passado, a China realizou grandes eventos comemorativos em Beijing, no dia 3 de setembro, para marcar o 80º aniversário da vitória, incluindo um desfile militar na Praça Tiananmen.

Na quinta-feira, um simpósio foi realizado em Beijing para comemorar o 81º aniversário. Li Shulei, membro do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da China (PCCh) e chefe do Departamento de Propaganda do Comitê Central do PCCh, participou do evento.

Cerca de 200 pessoas participaram do simpósio, incluindo veteranos da guerra, parentes de comandantes e soldados mortos em combate, amigos internacionais que contribuíram para a vitória da China, bem como representantes de suas famílias.

Autoridades, jovens militares e representantes estudantis discursaram no evento, prometendo lembrar a história, honrar os heróis caídos, valorizar a paz e construir um futuro melhor.

Em Harbin, capital da província de Heilongjiang, no nordeste da China, uma série de atividades comemorativas da árdua vitória conquistada há 81 anos foi realizada no Memorial dos Mártires Revolucionários do Nordeste da China.

Representantes de órgãos governamentais, empresas, unidades militares, escolas e organizações sociais participaram de um evento memorial e prestaram uma homenagem silenciosa àqueles que tombaram na Guerra de Resistência.

Eles visitaram também uma exposição com relíquias da guerra para aprender mais sobre o significado histórico e a relevância contemporânea do espírito do Exército Unido Antijaponês do Nordeste (NAJUA).

Durante 14 anos, os soldados do NAJUA lutaram em condições extremas, sofrendo com a grave escassez de alimentos e roupas, enquanto enfrentavam uma superioridade numérica esmagadora do inimigo. Mesmo assim, infligiram pesadas baixas às forças japonesas, dando uma contribuição indelével à Guerra Mundial Antifascista.

"Comemoramos a vitória para que não nos esqueçamos da história", disse Tong Guobo, diretor do memorial. "O espírito de NAJUA — de fé inabalável, profundo patriotismo e coragem destemida — criou raízes profundas no nordeste da China, inspirando gerações a seguir em frente".

No Memorial das Vítimas do Massacre de Nanjing pelos Invasores Japoneses, na província de Jiangsu, no leste da China, as pessoas participaram de leituras de poesia e reconstituições históricas, dando vida às histórias angustiantes daquele capítulo sombrio.

Estudantes universitários recitam poemas durante uma cerimônia que marca o 81º aniversário da vitória da Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa e da Guerra Mundial Antifascista no Memorial das Vítimas do Massacre de Nanjing pelos Invasores Japoneses, em Nanjing, província de Jiangsu, leste da China, em 3 de setembro de 2026. (Li Bo/Xinhua)

"Meus pais sobreviveram ao Massacre de Nanjing e perdemos seis membros da família para as forças japonesas em 1937", disse Cao Yuli, que participava do evento.

"Devemos sempre lembrar o passado e valorizar a paz que desfrutamos hoje", disse Zhang Xinjue, membro do coral estudantil durante as comemorações.

Na província de Shandong, leste da China, mais de 3.000 artefatos que testemunham as atrocidades japonesas estão em exibição em um museu particular no condado de Pingyin. Entre os itens em exposição, encontram-se cartões-postais e cartas militares, diários de soldados, além de fotografias, mapas de combate e outros objetos como espadas, capacetes e máscaras de gás.

Han Guangyou, curador do museu, de 65 anos, dedicou mais de quatro décadas a reunir esses artefatos de toda a China. "Essas peças são uma prova inegável dos crimes de guerra cometidos pelo Japão imperial", afirmou.

O museu recebe atualmente mais de 20.000 visitantes por ano. Han está colaborando com diversas universidades para catalogar, digitalizar e pesquisar o acervo. "Essas peças impactantes servem como um lembrete sóbrio para os jovens, para que se lembrem das lições da história e se esforcem para construir uma China mais forte", disse Han.

"O mundo de hoje está longe de ser pacífico", disse Zhang Shaoduo, pesquisador associado da Universidade de Estudos Internacionais de Shanghai. "Esses eventos comemorativos lembram pessoas em todo o mundo de que uma China mais forte continua sendo um pilar da paz mundial".

Também na quinta-feira, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, instou as forças de direita japonesas a aderirem ao caminho do desenvolvimento pacífico, em resposta ao pedido recorde de orçamento de defesa do Japão para o ano fiscal de 2027.

"Nossa mensagem solene às forças de direita japonesas: o caminho certo para o Japão é cumprir suas obrigações internacionais, eliminar completamente a influência perniciosa do militarismo e manter o desenvolvimento pacífico", disse Guo em uma coletiva de imprensa regular em Beijing.

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