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Da xícara de café à cooperação do BRICS

Fonte: Diário do Povo Online    11.09.2026 13h38

No dia 8 de setembro, teve início em Xiamen, na província de Fujian, a 26ª Feira Internacional de Investimento e Comércio da China (CIFIT).

No dia 8 de setembro, teve início em Xiamen, na província de Fujian, a 26ª Feira Internacional de Investimento e Comércio da China (CIFIT). Realizada pela primeira vez em um novo espaço, a edição deste ano ampliou a área de exposição para 200 mil metros quadrados e atraiu mais de 1.200 delegações de 129 países e regiões e 30 organizações internacionais.

Pela primeira vez, o evento também conta com dois países e duas províncias como convidados de honra, reforçando o ambiente de abertura e cooperação. No local da feira, o café tornou-se um meio singular para contar histórias sobre a cooperação entre os países do BRICS.

Este ano marca o 52º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre China e Brasil e a celebração do Ano Cultural Brasil-China. A cooperação econômica e comercial entre os dois países no âmbito do BRICS tem despertado grande atenção, e o comércio de café é um exemplo concreto dessa parceria.

Em 2025, a China importou 1,123 milhão de sacas de café do Brasil, de 60 quilos cada, um aumento de 19,5% face ao ano anterior. Com isso, a China passou a figurar entre os dez principais destinos das exportações brasileiras de café.

Durante a CIFIT, foi inaugurado oficialmente um pavilhão temático China-Brasil sobre o BRICS, criado pela Luckin Coffee, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Durante a CIFIT, foi inaugurado oficialmente um pavilhão temático China-Brasil sobre o BRICS, criado pela Luckin Coffee, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). O espaço apresenta resultados da cooperação entre os dois países na cadeia produtiva do café e dos intercâmbios culturais. Representantes chineses e brasileiros celebraram a parceria brindando com café.

Victor Oliveira de Queiroz, gerente-geral do Escritório da ApexBrasil na Ásia e no Pacífico, afirmou que, por meio da cooperação, os grãos de café brasileiros passaram a ganhar maior visibilidade entre os consumidores chineses, ao mesmo tempo em que mais chineses têm a oportunidade de conhecer a diversidade cultural do Brasil. Atualmente, cafeterias temáticas brasileiras já foram instaladas em Shanghai e Shenzhen, e a iniciativa deverá ser expandida posteriormente para outras províncias e regiões da China.

Victor Oliveira de Queiroz, gerente-geral do Escritório da ApexBrasil na Ásia e no Pacífico

Guo Jinyi, cofundador e CEO da Luckin Coffee, afirmou que muitas das principais regiões produtoras de café do mundo estão localizadas em países do BRICS, e que a empresa mantém uma estratégia de compra direta na origem. Com o rápido crescimento do mercado chinês de café, a empresa pretende futuramente ampliar a oferta de produtos provenientes de países como Brasil, Etiópia e Indonésia, levando-os aos consumidores por meio de suas lojas físicas e contribuindo para o intercâmbio entre os países do BRICS.

No evento, representantes de Uganda e Arábia Saudita provaram o café e elogiaram repetidamente a bebida, além de demonstrarem grande interesse pelos processos relacionados aos grãos.

Uma simples xícara de café conecta o comércio de mercadorias, a cooperação industrial e os intercâmbios culturais. Aproveitando a plataforma de abertura proporcionada pela CIFIT e as vantagens da Base de Inovação do BRICS em Xiamen, a cooperação industrial entre a China e os países do BRICS vem avançando de forma cada vez mais profunda e concreta.

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