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Chanceleres chinês e francês discutem relações e questões internacionais por telefone

Fonte: Xinhua    15.09.2026 10h45

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, manteve na segunda-feira uma conversa telefônica com o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, a pedido deste último, para discutir relações bilaterais e questões internacionais.

Durante as conversas, Wang, também membro do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da China, disse que sob a orientação estratégica dos dois chefes de Estado, as relações China-França mantiveram geralmente uma dinâmica de desenvolvimento estável.

Face a um cenário internacional complexo e volátil, a China e a França, como membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, devem fortalecer a comunicação estratégica e abordar em conjunto riscos e desafios, disse Wang.

A China apoia ativamente a França no cumprimento de suas responsabilidades como presidente rotativo do Conselho de Segurança da ONU neste mês e aguarda esforços da França para assegurar que o conselho desempenhe o seu devido papel, disse Wang.

Wang enfatizou que o princípio de Uma Só China é o fundamento político da parceria estratégica abrangente China-França, manifestando a esperança de que o lado francês defenda o princípio de Uma Só China via ações concretas, se abstenha de qualquer forma de engajamento oficial com Taiwan da China e envie nenhum sinal errado às forças de "independência de Taiwan".

A China e a União Europeia (UE) devem permanecer comprometidas com sua parceria, buscar uma cooperação mutuamente benéfica e de ganhos recíprocos, manter a abertura mútua, resolver adequadamente os atuais atritos econômicos e comerciais por meio do diálogo construtivo e evitar a escalada do confronto, disse Wang.

O protecionismo não reforçará a competitividade da Europa, mas privará consumidores de produtos de alta qualidade e acessíveis, aumentará a inflação e dificultará o processo de transição verde, acrescentou.

Notando que a China é um dos maiores mercados do mundo e que o desenvolvimento da China apresenta uma oportunidade em vez de um desafio para a UE, Wang expressou esperança de que a França, como um importante país com uma visão estratégica, adote uma abordagem pragmática e racional para encorajar a UE a trabalhar com a China na mesma direção, ver o desenvolvimento da China com mais precisão e desempenhar um papel positivo na promoção da estabilidade das relações China-UE.

Barrot, por sua vez, disse que desde o ano da visita do presidente francês Emmanuel Macron à China, a França e a China têm mantido o "Espírito Dujiangyan" de engajamento e integração e buscado um terreno comum ao respeitar as diferenças, além de manter o diálogo, com as relações bilaterais geralmente perservando seu impulso de desenvolvimento.

Barrot notou que a França adere firmemente à política de Uma Só China.

Diante de dificuldades e desafios nas relações econômicas e comerciais UE-China, a França está pronta para promover um engajamento construtivo entre a UE e a China para encontrar soluções, disse Barrot.

Os dois lados também trocaram opiniões referentes a questões de preocupação comum, incluindo a situação no Irã e a crise na Ucrânia. Wang informou Barrot sobre a posição de princípios da China e notou que o presidente chinês Xi Jinping apresentou uma proposta de quatro pontos para construir uma nova arquitetura de segurança no Oriente Médio, proporcionando um bem público global para a paz e a estabilidade regionais e desempenhando um papel construtivo.

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