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Japão é advertido contra o negacionismo histórico

Fonte: Diário do Povo Online    20.09.2026 09h34

Memorial das Vítimas do Massacre de Nanjing pelos Invasores Japoneses, na província de Jiangsu, no leste da China, em 18 de setembro de 2026. (Foto/Xinhua)

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou na sexta-feira que é profundamente preocupante o fato de o negacionismo histórico continuar a crescer e se disseminar no Japão, acrescentando que o perigo representado por essa tendência é evidente.

Guo fez essas declarações em resposta a uma pergunta sobre a postura do Japão em relação à sua história de guerra, visto que a sexta-feira marcou o 95º aniversário do Incidente de 18 de Setembro de 1931, quando tropas japonesas iniciaram a sangrenta invasão da China.

O Incidente de 18 de Setembro e a subsequente resistência chinesa marcaram o início da Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa (1931-1945), uma parte significativa da Guerra Mundial Antifascista.

Guo afirmou que o incidente foi uma conspiração de guerra há muito ocultada pelo governo japonês, e que a vasta maioria da população japonesa só tomou conhecimento da verdade durante o Julgamento de Tóquio — uma série de processos históricos que responsabilizaram líderes japoneses da época da guerra por crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos durante a Segunda Guerra Mundial.

Ele disse que forças de direita japonesas chegaram a utilizar inteligência artificial para filtrar sistematicamente arquivos do período pré-guerra e registros do Julgamento de Tóquio, numa tentativa de encobrir os crimes de guerra do Japão e consolidar uma visão distorcida da história.

"Tal negacionismo representa não apenas um grave retrocesso na compreensão histórica, mas também uma contracorrente organizada e politicamente motivada", disse Guo.

O objetivo desse negacionismo, segundo Guo, é enganar ainda mais o público japonês e remover obstáculos às tentativas do Japão de se livrar das restrições do sistema do pós-guerra e acelerar a remilitarização.

"Negar os crimes de agressão do Japão é desafiar o veredito da história e minar a ordem internacional do pós-guerra", acrescentou.

"Instamos o Japão a encarar de frente e refletir profundamente sobre sua história de agressão, e a conquistar a confiança de seus vizinhos asiáticos e do restante do mundo por meio de ações concretas", disse Guo.

Ele apelou também aos países da região para que salvaguardem conjuntamente os resultados vitoriosos da Segunda Guerra Mundial e defendam o princípio fundamental da paz.

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