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Xi Jinping e Trump homenageiam história da luta conjunta China-EUA contra agressão japonesa na Segunda Guerra Mundial

Fonte: Xinhua    26.09.2026 09h16

Mais de 80 anos depois que as forças chinesas e norte-americanas lutaram lado a lado contra a agressão japonesa na Segunda Guerra Mundial, esse legado de luta compartilhada ganhou destaque em Washington nesta quinta-feira, quando os líderes dos dois países homenagearam o vínculo forjado durante a guerra.

Quando o presidente dos EUA, Donald Trump, recebeu o presidente chinês, Xi Jinping, na Casa Branca na manhã de quinta-feira, a sombra da história da guerra deu lugar a uma memória compartilhada -- com Xi relembrando como os dois povos já lutaram unidos contra a agressão fascista.

Invocando um legado histórico compartilhado, Xi refletiu sobre os laços profundos forjados durante a guerra.

"Durante a Segunda Guerra Mundial, chineses e norte-americanos lutaram unidos contra a agressão fascista. O povo chinês nunca esqueceu essa parte da história, nem o povo norte-americano", disse Xi.

Trump reavivou a memória compartilhada da guerra ao relembrar a história dos EUA e da China lutando lado a lado como aliados durante a Segunda Guerra Mundial. "Ao longo da história, a busca por esses interesses comuns uniu nossos povos através de vastos oceanos, dessas grandes e enormes distâncias e de muitas diferenças, e até mesmo nos tornou aliados na Segunda Guerra Mundial", disse ele.

Trump elogiou os Tigres Voadores, oficialmente conhecidos como Grupo Voluntário Americano da Força Aérea Chinesa, pela bravura desses pilotos norte-americanos durante o combate conjunto com soldados e civis chineses contra a invasão japonesa.

Trump observou que "foi o contato dos fuzileiros navais dos EUA com o povo chinês que os inspirou a adotar uma expressão chinesa que ainda usam hoje: 'gung ho'".

"Os fuzileiros navais usam essa expressão para denotar grande entusiasmo, mas, em chinês, ela significa literalmente 'trabalhar juntos'", disse Trump.

O termo "gung ho" teve origem no movimento das Cooperativas Industriais Chinesas, também conhecido como movimento "Gung Ho", lançado no final da década de 1930 para apoiar o esforço de guerra da China.

"Assim como nossos povos trabalharam juntos para vencer aquela guerra, o presidente Xi e eu continuaremos trabalhando juntos para construir um futuro melhor para ambas as nossas nações", acrescentou ele.

Em um jantar de Estado realizado por Trump na noite de quinta-feira, Xi reservou um momento para relembrar a história da Rota do Hump.

"Há mais de 80 anos, os povos chinês e norte-americano lutaram unidos contra os agressores militaristas japoneses. Juntos, inauguramos a famosa rota aérea do Hump sobre o Himalaia. Durante a Guerra de Resistência contra a Agressão Japonesa, soldados e civis chineses resgataram centenas de pilotos norte-americanos ao custo de centenas de milhares de vidas chinesas", disse Xi.

Os Tigres Voadores ajudaram a abrir e a proteger a Rota do Hump, um corredor aéreo vital sobre o Himalaia que se tornou uma linha de vida para a China durante a guerra. De 1942 a 1945, a rota serviu como canal fundamental para o envio de suprimentos dos Aliados, a fim de apoiar a resistência da China contra a agressão japonesa.

Esse enfoque na aliança durante a guerra ocorreu logo após o encontro da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, com Trump na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, dois dias antes.

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