
O Ministério das Relações Exteriores da China confirmou, na quinta-feira, a indicação da Dra. Song Li como candidata ao cargo de diretora-geral da Organização Mundial da Saúde, sinalizando o apoio de Beijing ao multilateralismo e à cooperação global em saúde.
Song, que atua na área de saúde materno-infantil há mais de 20 anos, é atualmente membro do secretariado da Federação de Mulheres de Toda a China.
Anteriormente, ela ocupou o cargo de diretora-geral do Departamento de Saúde Materno-Infantil da Comissão Nacional de Saúde da China.
A indicação "reflete a aspiração da China de trabalhar com todas as partes em prol de uma comunidade global de saúde para todos", disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, em uma coletiva de imprensa diária em Beijing. Isso também "demonstra o firme apoio da China ao multilateralismo e à OMS", acrescentou.
Até à tarde de quinta-feira, uma página no site da OMS apresentava os nomes de seis candidatos propostos pelo Catar, Arábia Saudita, Bélgica, Espanha, Indonésia e Botsuana. A OMS divulgará a lista completa dos indicados após as reuniões finais dos comitês regionais, previstas para o início de novembro, informou a Reuters.
Em novembro de 2006, Margaret Chan Fung Fu-chun, uma autoridade de saúde pública da Região Administrativa Especial de Hong Kong, foi eleita diretora-geral da OMS, cumprindo dois mandatos de cinco anos, de 2007 a 2017.
Caso Song seja eleita, ela se tornará a segunda cidadã chinesa a chefiar a OMS.
Um artigo publicado pela renomada revista médica "The Lancet" em junho de 2021 descreveu Song como a pessoa que está "impulsionando a transformação da saúde materno-infantil na China".
Mao afirmou: "Acreditamos que, se a Dra. Song for eleita diretora-geral da OMS, ela ajudará a organização a desempenhar um papel mais ativo na melhoria da saúde e do bem-estar de toda a humanidade". Como agência especializada das Nações Unidas para a saúde, a OMS desempenha um papel de liderança e coordenação na governança global da saúde pública, observou.
"Atualmente, o multilateralismo enfrenta desafios severos, e o desenvolvimento da saúde pública global continua sendo uma tarefa árdua e de longo prazo", disse Mao.
"Em meio a um cenário em transformação e a novas circunstâncias, o diretor-geral tem um papel crucial a desempenhar para garantir o progresso constante e sustentado da OMS", concluiu.