Os candidatos à presidência do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), e Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), concordaram, na quinta-feira, com a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico.
O anúncio foi feito pelo senador Camilo Santana, coordenador da campanha de Lula, que apresentou um documento formalizando o acordo.
"Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Nantes Bolsonaro, candidatos à Presidência da República já habilitados nos autos, apresentam-se conjuntamente para informar que aceitaram integralmente os termos recíprocos do desafio objeto deste processo e autorizam a abertura total e simultânea de seus respectivos sigilos", diz o texto do acordo.
O documento foi apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e deverá ser analisado pelo ministro André Mendonça, relator do caso na Corte Eleitoral. O segundo turno da eleição presidencial está previsto para este domingo, 25 de outubro.
Além do senador Santana, estiveram no TSE o presidente do PT, Edinho Silva, o secretário-geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, e a deputada Camila Jara.
Pouco depois, chegaram a advogada Maria Cláudia Bucchianeri, representando a campanha de Flávio Bolsonaro, e o senador eleito Deltan Dallagnol.
Segundo o acordo firmado, a quebra dos sigilos abrange também os familiares de ambos os candidatos e as pessoas jurídicas a eles vinculadas.
A disputa em torno da quebra dos sigilos dos candidatos começou no último domingo, quando Lula desafiou Flávio Bolsonaro, durante um debate na emissora de televisão Band, a realizar a divulgação simultânea de seus dados telefônicos e bancários. Na última terça-feira, Lula apresentou ao TSE uma autorização para a quebra de seus sigilos e os de suas pessoas jurídicas, caso Flávio fizesse o mesmo.