Há algo de simples, puro e honesto no intercâmbio interpessoal, que eu afortunadamente tive oportunidade de ver personalizado em Muscatine.
Por fim, resta-me então perguntar quais as características que conferem ao intercâmbio interpessoal as diretrizes de uma “diplomacia pública” eficiente:
A primeira, é o caráter genuíno do intecâmbio interpessoal. Este processo de comunicação não é um meio para atingir um fim, nem esconde segundas intenções.
A segunda, é a espontaneadade e facto de surgir naturalmente num variado leque de contextos. Não é algo ensaidado nem estudado por uma só entidade.
A terceira, é a versatilidade e diversidade do seu alcance. Este tipo de comunicação engloba intervenientes de várias profissões, áreas culturais, e interesses.
A quarta é a sua intemporalidade. Pode ser feita entre turistas que viajam ao estrangeiro, assim como pode ser feita de forma duradoura entre profissionais de saúde que trabalham para o bem comum.
A existência de divergências e reservas entre os EUA e a China não são segredo para ninguém, mas as duas maiores economias do mundo têm de trabalhar juntas para benefício mútuo. A prioridade maior é, certamente, a estabilidade económica e o crescimento. A prosperidade está destinada a bater à porta dos dois países – ou a nenhum dos dois. Com as nossas economias tão interligadas, é impossível que um país seja bem sucedido e que o outro não o seja. Outras questões em comum incluem a contenção de guerras regionais, o combate conjunto ao terrorismo, crime organizado, pandemias, assim como à sensibilização para as alterações climáticas, promoção de energias alternativas e de tecnologias amigas do ambiente.
A melhor forma de converter oportunidades mútuas e necessidades comuns numa cooperação ativa e num relacionamento sólido é de comunicar olhos nos olhos, sob a alçada do espírito de Muscatine.
Texto de Robert Lawrence Kuhn
Fonte: Diário do Povo
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