Por Mauro Marques e Renato Lu
A China tem registado nos últimos anos um aumento progressivo do número de instituições de ensino que oferecem cursos superiores de língua portuguesa. A lusofonia representa cada vez mais uma entidade importante para a China contemporânea e, por isso, a necessidade de formar quadros com competências linguísticas e culturais é uma exigência que o país asiático encara com seriedade.
Há, porém, algumas dúvidas no ar em relação à outra face do fenómeno – Quais são afinal os esforços da lusofonia para se aproximar da China? Qual é o perfil da geração que se encontra neste momento a estudar chinês? Como está a ser a experiência? Quais as suas ambições para o futuro? O Diário do Povo visitou a Universidade Jiaotong e a Universidade de Língua e Cultura de Pequim (abreviado para BLCU em Inglês) e foi conhecer o Marcos Mendes e a Patrícia Gonçalves, estudantes portugueses de língua e cultura chinesa, para tentar responder a algumas destas questões.
O Marcos tem 25 anos de idade, é natural de Mangualde e é licenciado em Línguas e Culturas Orientais pela Universidade do Minho. Chegou à China em agosto e encontra-se a frequentar o primeiro ano do Mestrado em Estudos Interculturais Portugês-Chinês. O primeiro ano do mestrado contempla a participação no programa de língua e cultura chinesa para estrangeiros da Universidade Jiaotong, a qual tem um protocolo de intercâmbio com a instituição portuguesa. O Marcos conta já com uma experiência de estudo de um ano no Japão, tendo decidido vir à China para tornar as suas competências mais transversais.