Bruxelas, 18 out (Xinhua) -- O premiê chinês, Li Keqiang, disse nesta quarta-feira que a China está pronta para trabalhar com a Bélgica para fortalecer a cooperação e intercâmbios em todos os níveis.
Li fez as observações em Bruxelas ao se reunir com o primeiro-ministro belga, Charles Michel, durante uma visita de trabalho ao país.
Observando que os laços bilaterais mantiveram a dinâmica de sólido desenvolvimento, o líder chinês destacou que companhias belgas são bem-vindas para investir na China, que dará tratamento igual a todas as empresas estrangeiras assim como às nacionais.
Li revelou que a China está disposta a importar mais produtos agrícolas belgas de alta qualidade que atendam às demandas do mercado chinês. Ele espera que a Bélgica possa facilitar mais a cooperação comercial e econômica bilateral.
O premiê avaliou que os dois países podem impulsionar a cooperação em tecnologia e inovação e expandir a cooperação nuclear com base nos direitos internacionais e obrigações internacionais.
Os dois países podem aprofundar a cooperação prática no desenvolvimento da infraestrutura e economia digital, enquanto exploram ativamente a cooperação no mercado de terceira parte, acrescentou.
Li Keqiang afirmou que a China e a Europa, como importantes economias, devem trabalhar juntas e tomar passos para buscar progresso nas negociações de um tratado de investimento China-UE (União Europeia), com o fim de enviar uma mensagem positiva de apoiar o livre comércio, a globalização econômica e o regime de comércio multilateral.
Charles Michel, por sua vez, disse que a Bélgica está disposta a alinhar o programa de conectividade da UE com a Iniciativa do Cinturão e Rota chinesa e apoiar as empresas belgas a investir na China.
Além disso, a Bélgica está pronta para fortalecer a cooperação bilateral em comércio, agricultura, tecnologia, setor nuclear, aviação e outras áreas, enquanto promove a cooperação no mercado de terceira parte na África e Ásia.
A Bélgica apoia o multilateralismo efetivo e o livre comércio e está pronta para trabalhar com a China para fortalecer a coordenação e a comunicação nas Nações Unidas e outras instituições multilaterais, salientou Michel.
Os dois líderes presenciaram a assinatura de documentos de cooperação bilateral no setor nuclear, mercado de terceira parte, cultura, logística e aviação, entre outros.