Comentário: quais os motivos para a OMS não aumentar o nível de emergência de saúde pública?

Fonte: Diário do Povo Online    18.02.2020 23h15

Por Nie Shuyi

No dia 17 de fevereiro a Organização Mundial de Saúde (OMS) realizou uma coletiva de imprensa em Genebra para abordar os últimos desenvolvimentos da epidemia do novo coronavírus. Durante o evento, Tedros Adhanom Ghebreyesus, o diretor da instituição, afirmou que o entretanto denominado Covid-19 não representa uma epidemia global e que, portanto, não existe a necessidade de aumentar o risco de saúde pública.

O veredito da OMS baseia-se em dados científicos e nos últimos desenvolvimentos da epidemia na China e no mundo. É com base nele que será determinado o próximo passo a seguir nos trabalhos anti-epidemiológicos internacionais.

O resultado verificado é também uma consequência dos esforços tremendos levados a cabo pela China na luta contra a epidemia. Ghebreyesus afirmou no dia 17 que o número de novos casos do novo coronavírus está em declínio na China, sendo que esse indicador é da maior importância para que a OMS possa manter o mesmo julgamento que atingira na avaliação anterior. De acordo com estatísticas da Comissão Nacional de Saúde da China, entre as 0h e 24h de 17 de fevereiro, 79 novos casos foram confirmados em todas as regiões do país, exceto Hubei que, não só retornou ao intervalo de 2 dígitos, como registrou uma queda de novos infetados pelo 14º dia consecutivo. As 14 quedas consecutivas revelam que as medidas resolutas adotadas pelo governo chinês atingiram resultados assinaláveis.

A decisão da OMS é também contrária à hiperbolização promovida por alguns países face à epidemia. Ghebreyesus enfatizou que a evolução da epidemia fora da China consiste em 694 casos reportados e 3 mortes em 25 países. O líder do programa de emergências da OMS, Michael Ryan, disse que a epidemia não foi significativa fora da China e que nenhum foco de contágio relevante foi observado. Tudo isto indica que o surto está, fundamentalmente, centrado na China e que os esforços do país para prevenir a propagação internacional foram bem sucedidos. Perante esta situação, é necessário assegurar a racionalidade e cientificidade nas medidas implementadas, ao invés de ceder a exageros infundados, claramente desnecessários.

(Web editor: Renato Lu, editor)

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