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Jovens latino-americanos realizam viagem de estudos sobre combate à pobreza na China

Fonte: Xinhua    03.02.2026 16h11

Em janeiro de 2026, representantes estudantis premiados na final do programa "Acampamento para Alívio da Pobreza 2025" realizaram uma visita de intercâmbio à China. Os estudantes da América Latina, incluindo de países como Brasil, Chile e Peru, não apenas participaram de visitas e intercâmbios aprofundados na Universidade Tsinghua, mas também em comunidades de base em toda a China.

Nestes locais, testemunharam práticas inovadoras que integram o combate à pobreza ao desenvolvimento sem barreiras, vivenciando em primeira mão a sabedoria desta grande nação oriental.

No dia 20 de janeiro, estudantes visitaram os laboratórios de ponta do Instituto de Desenvolvimento da Acessibilidade da Universidade Tsinghua, onde conheceram de perto as conquistas do país em inovação e aplicação de novas tecnologias, por meio de pesquisa interdisciplinar e inovação tecnológica, e a construção de uma sociedade acessível a todos.

"Pessoalmente, meu pai sofre de uma deficiência nesta fase da vida. Ver como a tecnologia pode ajudar a melhorar sua qualidade de vida é muito importante. Sinto que é preciso dar oportunidades às pessoas com alguma deficiência. Acredito que qualquer tecnologia, especialmente a chinesa, pelo que vimos hoje, é algo que busca ajudar a todos", disse Maria Daniela Corro, estudante da Universidade do Chile.

A abordagem tecnológica centrada nas pessoas comoveu esses jovens latino-americanos e os deixou profundamente impressionados com o desenvolvimento tecnológico da China.

"Estou realmente maravilhado com o progresso da China. Sinto que o desenvolvimento tem sido muito rápido e provavelmente continuará sendo. É um emblema e um caminho a seguir para muitos países latino-americanos", disse Diego Urzúa, estudante da Universidade Católica do Chile.

Durante a visita, os estudantes do Brasil também visitaram o distrito de Nanjian, na Província de Yunnan, sudoeste da China. Educadores e estudantes brasileiros visitaram usinas fotovoltaicas locais e academias rurais, conheceram patrimônio cultural imaterial da dança e obtiveram insights sobre como a indústria do chá impulsiona a revitalização rural.

Eles exploraram a abordagem de Nanjian para o combate à pobreza e o desenvolvimento rural da China, aprofundando o consenso entre os jovens chineses e latino-americanos sobre segurança energética e crescimento industrial diferenciado. Esse intercâmbio injetou energia jovem na cooperação sino-latino-americana para a redução da pobreza.

"Estive na China e pude perceber que a China é um país muito organizado, com uma integração significativa entre a agricultura e as cidades. Ao contrário de outros lugares, onde as paisagens agrícolas e urbanas parecem totalmente desconectadas. Na China, essa harmonia é visível", disse Marcelo Nicacio Rodrigues, estudante de graduação em Relações Internacionais e Defesa da UFRJ.

Na vila de Xizhou, em Dali, na Província de Yunnan, jovens brasileiros experimentam as técnicas tradicionais de fabricação de papel da Etnia Bai. Os estudantes observaram que cada etapa da fabricação tradicional de papel reflete o compromisso inabalável dos artesãos. Ao mesmo tempo, as práticas inovadoras desses herdeiros oferecem novas perspectivas sobre como as técnicas tradicionais podem enfrentar os desafios contemporâneos.

"Consegui perceber as diferenças culturais entre a China e o Brasil. Sinto que essas diferenças culturais são muito marcantes," apontou Marcelo Nicacio Rodrigues.

A professora da Universidade Tsinghua e diretora do Centro Latino-Americano da Universidade Tsinghua, Chen Taotao, apontou que os jovens da China e da América Latina devem aprender uns com os outros, apesar das suas diferenças. O conceito de "harmonia" perseguido ao longo dos cinco mil anos de civilização chinesa, juntamente com a experiência acumulada ao longo de décadas de redução da pobreza, oferece insights significativos para o intercâmbio e a aprendizagem mútuos.

Ela encorajou os jovens a perceberem as práticas de desenvolvimento da China através dos seus próprios olhos e corações, explorando lições instrutivas sobre o combate à pobreza através da observação dos fatos.

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