O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva anunciou na segunda-feira o apoio de seu governo à candidatura da ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, ao cargo de secretária-geral das Nações Unidas (ONU).
Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que, após oito décadas de história, chegou a hora de a ONU ser liderada "finalmente" por uma mulher. O presidente destacou a trajetória política e diplomática de Bachelet, ressaltando o caráter pioneiro de sua atuação tanto no Chile quanto no sistema multilateral.
Segundo Lula, Bachelet foi a primeira mulher a cumprir dois mandatos como presidente do Chile e também a primeira a ocupar os cargos de ministra da Defesa e ministra da Saúde em seu país. Ele observou ainda que ela exerceu funções de alto nível na estrutura das Nações Unidas e elogiou suas contribuições, no âmbito do sistema da ONU, para a promoção da igualdade de gênero e a proteção de grupos vulneráveis.
Atualmente, o secretário-geral das Nações Unidas é o diplomata português António Guterres, reeleito em 2021 para um segundo mandato de cinco anos, de 2022 a 2026, após ter iniciado sua gestão em janeiro de 2017. O novo secretário-geral tomará posse em 1º de janeiro de 2027.
Em comunicado conjunto, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que a candidatura de Michelle Bachelet foi formalmente apresentada na segunda-feira pelos governos do Chile, do Brasil e do México.
Segundo o documento, o lançamento da candidatura reflete a vontade compartilhada dos três países de contribuir ativamente para o fortalecimento do sistema multilateral e para a promoção de uma liderança capaz de responder aos desafios atuais.