A China espera que a França trabalhe com a China para promover a diminuição das tensões no Oriente Médio e defender conjuntamente as normas básicas das relações internacionais, disse o ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, na segunda-feira.
Em uma conversa telefônica com o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, Wang, também membro do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da China, pediu à França que mantenha uma posição objetiva e justa e uma abordagem calma e racional sobre a situação atual.
Durante as conversas, Barrot explicou a posição da França sobre a situação atual no Oriente Médio, enfatizando que a França e a China, ambas membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, têm responsabilidades especiais na manutenção da paz e da segurança internacionais.
Ele observou que a ação militar dos EUA e de Israel contra o Irã não buscou a opinião do Conselho de Segurança nem obteve sua autorização, enfatizando que todas as partes devem agora trabalhar juntas para promover a redução da tensão e resolver a questão nuclear do Irã e outras questões por meio de negociações.
A China mantém boas relações tanto com o Irã quanto com os países da região do Golfo, disse Barrot, expressando sua esperança de trabalhar em conjunto com a China para desempenhar um papel positivo no alívio das tensões na região.
Por sua vez, Wang reiterou a posição de princípio da China, enfatizando que a comunidade internacional deve resistir a quaisquer atos que violem o direito internacional e não deve aplicar padrões duplos.
Os principais países não devem usar sua vantagem militar para lançar ataques arbitrários contra outras nações, e o mundo não deve voltar à lei da selva, disse Wang.
A questão nuclear do Irã deve, em última instância, retornar à via da resolução política e diplomática, afirmou.