
Imagem aérea do Complexo Internacional de Duty Free de Sanya. Fonte: Diário do Povo Online
Uma China aberta é uma oportunidade para o mundo. Nos próximos cinco anos, como irá a China ampliar a abertura de alto nível ao exterior? Como irá o país liderar o desenvolvimento da economia digital? De que forma a inteligência artificial impulsionará o desenvolvimento de alta qualidade dos setores? Para empresas estrangeiras, isso não é apenas um plano de desenvolvimento, mas também uma verdadeira “lista de oportunidades”.
“Enquanto empresa estrangeira impulsionada por dados, a Dun & Bradstreet acompanha de perto e espera a contínua ampliação da abertura de alto nível da China durante o período do 15º Plano Quinquenal (2026-2030), bem como o vigoroso desenvolvimento da economia digital e o papel de liderança da inovação tecnológica chinesa no mundo”, afirmou Wu Guangyu, presidente da Dun & Bradstreet China, em entrevista ao Diário do Povo Online.
Em 2022, a empresa se estabeleceu em Hainan, posicionando-se na linha de frente da abertura de alto nível da China para aproveitar oportunidades. Em 2023, tornou-se a primeira empresa em Hainan a obter aprovação na avaliação de segurança para exportação de dados da Administração do Ciberespaço da China. Em fevereiro de 2025, passou a integrar o primeiro grupo de empresas estrangeiras autorizadas a participar do projeto piloto de expansão da abertura no setor de telecomunicações de valor agregado.
Acompanhando o impulso das políticas chinesas de “promoção da abertura de alto nível ao exterior”, a Dun & Bradstreet obteve resultados expressivos em Hainan.
Segundo Wu Guangyu, desde a implementação do regime de operações alfandegárias especiais de Hainan, em dezembro passado, um número crescente de empresas chinesas tem se integrado à cadeia global de comércio por meio do código da Dun & Bradstreet.
“Com base no porto de livre comércio, lançamos a plataforma global de informações empresariais ‘Longyicha’, a qual alcançou resultados animadores, com mais de 100 mil usuários”.
A história da Dun & Bradstreet é um retrato microeconômico de como multinacionais encontram na China uma fonte de dinamismo para seu crescimento. Nos últimos anos, o país tem ampliado o acesso ao mercado para investimentos estrangeiros, alinhado-se proativamente a regras internacionais de alto padrão, expandido de forma constante sua abertura institucional e melhorado continuamente o ambiente de negócios.
“No primeiro ano do 15º Plano Quinquenal, a China deixou claro que irá ‘aprofundar a reforma dos mecanismos de promoção do investimento estrangeiro’ e ‘criar novas vantagens para atrair capital externo’, o que nos faz ver um ambiente de negócios mais transparente, justo e previsível”, afirmou Anna, presidente da Henkel Grande China, em entrevista ao Diário do Povo Online.
Segundo ela, a empresa já participou de sete edições da Exposição Internacional de Importação da China (CIIE), testemunhando a contínua ampliação da abertura do mercado chinês.
“Percebemos diretamente os avanços práticos da China em áreas como facilitação aduaneira e conectividade de infraestrutura. Esses benefícios de políticas públicas aumentaram significativamente a eficiência da logística transfronteiriça e reforçaram nossa confiança em aprofundar nossa presença no mercado chinês”, disse Wu Dongming, CEO da DHL Express China. Ele destacou que, impulsionada pela Iniciativa Cinturão e Rota e pelo Acordo de Parceria Econômica Regional Abrangente (RCEP), a prática chinesa de cooperação ganha-ganha não apenas cria novas oportunidades de mercado, mas também gera forte demanda logística, ao melhorar a conectividade entre regiões como Europa-Ásia e Sudeste Asiático.
A abertura é uma característica marcante da modernização ao estilo chinês. O “Plano de Ação para Estabilizar o Investimento Estrangeiro em 2025” foi divulgado; o Porto de Livre Comércio de Hainan iniciou operações com controle alfandegário integral; o “Catálogo de Indústrias Incentivadas para Investimento Estrangeiro (edição 2025)” foi ampliado; e “persistir na abertura e promover cooperação ganha-ganha em múltiplas áreas” foi listado como uma das principais tarefas econômicas do ano.
“A continuidade da abertura sempre foi um fator-chave para o desenvolvimento das empresas na China”, afirmou Liu Yunfeng, vice-presidente executivo do Grupo Volkswagen (China). Ele destacou que, nos últimos anos, a China tem reduzido restrições ao capital estrangeiro nos setores de novas energias e veículos inteligentes conectados, além de reforçar a proteção à propriedade intelectual, avançando para níveis mais elevados de abertura e criando amplo espaço para a participação de empresas estrangeiras na modernização industrial e inovação do país.
Lin Chunmei, vice-presidente da Corning e presidente e diretora-geral da Corning Grande China, afirmou ao Diário do Povo Online que as políticas de abertura da China fortalecem as bases da cooperação por meio de mecanismos institucionais, liberam valor por meio da coordenação das cadeias industriais e incentivam a internacionalização da “manufatura inteligente chinesa”, promovendo cadeias globais de suprimento mais abertas, inclusivas e mutuamente benéficas.
No primeiro ano do 15º Plano Quinquenal, a China reafirma seu compromisso firme de ampliar ainda mais a abertura de alto nível ao exterior, liberando continuamente dividendos de desenvolvimento para o mundo.