A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, declarou no dia 7, durante uma coletiva de imprensa regular, que a aceleração da “remilitarização” do Japão é um fato concreto e uma realidade, com diretrizes e ações práticas, e que isso já está ameaçando a paz e a estabilidade regionais. A comunidade internacional deve manter a alta vigilância e resistir firmemente às ações imprudentes do chamado “novo militarismo” japonês.
Durante a coletiva, um repórter mencionou que, conforme dados recentes, o governo japonês planejava revisar oficialmente, ainda naquele mês, os “Três Princípios sobre a Transferência de Equipamentos de Defesa”. As mudanças incluiriam deixar de: limitar a exportação de equipamentos de defesa apenas a usos não relacionados ao combate, passando a permitir, em princípio, a exportação de armas letais; estabelecer exceções para exportações de armas a países em conflito, preservando margem para tais exportações; e eliminar a exigência de um relatório prévio ao parlamento, substituindo-a por uma comunicação posterior.
Instada a comunicar a posição da China sobre tais desenvolvimentos, Mao Ning afirmou que o país manifesta profunda preocupação com o assunto. "Muitos estudiosos internacionais e pessoas esclarecidas no Japão demonstram grande apreensão com essas tendências, considerando que elas marcam uma mudança fundamental na política de exportação de armas do Japão no pós-guerra. Isso viola gravemente documentos de direito internacional, como a Declaração do Cairo, a Declaração de Potsdam e o Instrumento de Rendição do Japão, além de contrariar seriamente a Constituição japonesa e normas internas vigentes, minando as garantias institucionais estabelecidas no pós-guerra para evitar o ressurgimento do militarismo japonês”, afirmou.
“Também notei que pesquisas de opinião levadas a cabo anteriormente pelo governo japonês demonstram que a maioria da população japonesa se opõe à flexibilização das restrições à exportação de armas”, prosseguiu.
Mao Ning acrescentou que diversos indícios revelam que forças de direita no Japão estão promovendo uma mudança na política de segurança em direção a uma postura mais ofensiva e expansionista. A aceleração da “remilitarização” do Japão é um fato e uma realidade, com diretrizes e ações concretas, e já representa uma ameaça à paz e à estabilidade regionais. A comunidade internacional deve manter alta vigilância e resistir firmemente às ações imprudentes do chamado “novo militarismo” japonês.
“Instamos o lado japonês a refletir profundamente sobre sua história de agressão militarista, cumprir seus compromissos no campo da segurança e defesa e agir com prudência, para não se afastar cada vez mais do caminho correto”, concluiu.