
A principal prioridade é pôr fim imediato às operações militares e retomar o diálogo e as negociações, com o objetivo de resolver de forma definitiva as questões e restaurar a paz e a estabilidade na região do Golfo, afirmou na terça-feira a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, ao se referir à situação no Irã.
Semanas após o início do conflito no Irã, os dois lados continuam trocando ataques militares. O fechamento do Estreito de Ormuz gerou ampla preocupação. Há um apelo crescente por um cessar-fogo e passagem segura. Os Estados Unidos e o Irã trocaram algumas declarações duras nos últimos dias. Fontes afirmam que os dois lados podem chegar a um acordo de cessar-fogo.
A situação no Oriente Médio continua a piorar e o conflito militar ainda está se intensificando, afetando a economia e a segurança energética mundiais e gerando profunda preocupação na comunidade internacional, disse Mao em uma coletiva de imprensa regular.
Desde o início do conflito, a China tem mantido uma posição objetiva, justa e equilibrada e tem trabalhado para ajudar a promover um cessar-fogo e o fim do conflito, disse ela.
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, realizou 26 conversas telefônicas com partes envolvidas, incluindo Irã, Israel, Rússia e os países do Golfo. O enviado especial do governo chinês para a questão do Oriente Médio viajou à região para esforço de mediação. Na semana passada, a China e o Paquistão divulgaram uma iniciativa de cinco pontos, que reflete o consenso internacional em prol do cessar-fogo e da paz.
"O uso da força não traz paz. A solução política é o caminho certo a seguir. A causa principal do conflito é o lançamento de ataques militares pelos EUA e Israel contra o Irã, em violação ao direito internacional", afirmou ela.
Todas as partes precisam demonstrar sinceridade e pôr fim rapidamente a esta guerra que não deveria ter acontecido em primeiro lugar, acrescentou a porta-voz.