Exposição fotográfica sobre café brasileiro fortalece intercâmbio cultural entre China e Brasil

Fonte: Xinhua    21.05.2026 13h20

O Museu Nacional da Seda de Hangzhou inaugurou nesta quarta-feira em Hangzhou, na Província de Zhejiang, leste da China, a exposição fotográfica "Coffea", apresentada pelo Museu do Café do Brasil, a fim de promover os intercâmbios culturais entre a China e o Brasil.

A exposição reúne 19 obras do fotógrafo brasileiro Marcos Piffer. Ao longo de seis anos, Piffer realizou mais de 20 viagens por regiões cafeeiras do Brasil para registrar o cotidiano das plantações de café. Nesse processo, percorreu os estados de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Espírito Santo, Bahia e Rondônia, retratando trabalhadores rurais, atividades de plantio e colheita, bem como o processamento do café.

Alessandra Almeida, diretora-executiva do Museu do Café, afirmou que espera que o público chinês tenha uma compreensão mais ampla da cultura brasileira por meio do café e que, ao provar o café brasileiro, passe a apreciar a cultura do Brasil, acrescentando que esta exposição representa uma oportunidade de ampliar os intercâmbios culturais entre Brasil e China.

Alessandra Almeida também é diretora do Museu da Imigração do Estado de São Paulo. De 24 de outubro de 2025 a 31 de março de 2026, o Museu Nacional da Seda de Hangzhou e o Museu da Imigração do Estado de São Paulo organizaram em conjunto a exposição "Seda que une montanhas e mares -- da China ao Brasil", que atraiu mais de 110 mil visitantes locais no Brasil. A exposição recebeu recentemente o prêmio de melhor cooperação internacional e com Hong Kong, Macau e Taiwan, na 23ª Campanha Nacional de Seleção e Promoção de Exposições Top 10 de Museus da China. O Museu da Imigração foi a única instituição do Brasil e da América do Sul premiada na ocasião.

A exposição "Coffea" também contou com uma degustação de café das regiões produtoras do Brasil. "Esta exposição nos permite compartilhar com os amigos chineses um pouco da trajetória humana por trás do café brasileiro. Não apenas das plantações e das paisagens, mas também das histórias de imigração, trabalho, transformação social e encontro entre culturas que ajudaram a construir o Brasil moderno", disse Winston Alexandre Silva, vice-cônsul-geral do Brasil em Shanghai, na cerimônia de abertura da exposição, notando que o café não é apenas um produto comercial, mas também representa amizade, memória e cultura para o povo brasileiro.

Segundo ele, a China vem ampliando o consumo de café brasileiro nos últimos anos. "O Brasil é, há mais de 150 anos, o maior produtor mundial de café -- um produto que se tornou sinônimo de qualidade, presença global e também de afeto cotidiano", afirmou ele, esperando que esta oportunidade revele aos amigos chineses por que o café é tão importante para brasileiros.

(Web editor: Beatriz Zhang, Renato Lu)
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