A China permitirá que grãos de café elegíveis de todos os 53 países africanos que mantêm relações diplomáticas com a China entrem em seu mercado a partir de 20 de julho de 2026, anunciou a Administração Geral das Alfândegas (AGA).
Grãos de café, um produto agrícola típico e indústria econômica pilar para muitos países africanos, são o segundo tipo de produto agrícola africano a obter acesso total, mediante controle quarentenário, ao mercado chinês após as pimentas secas, segundo a AGA.
Países africanos, incluindo Etiópia e Burundi, já garantiram acesso para suas exportações de grãos de café para a China, enquanto outros países, incluindo Maurício, Angola, Togo, Guiné, Libéria e São Tomé e Príncipe, apresentaram pedidos de exportação, segundo dados oficiais.
Após uma avaliação holística dos sistemas de produção de grãos de café africanos e dos quadros de controle de riscos de pragas, a AGA lançou requisitos fitossanitários unificados, eliminando a prática anterior de negociar acordos bilaterais separados de quarentena com cada país requerente e simplificando substancialmente os procedimentos de acesso.
Fontes da indústria observaram que acesso total, sob as regras da quarentena, não significa isenção das verificações de fronteira, já que todas as remessas devem cumprir os requisitos estipulados no Anúncio da AGA nº 68 de 2026.
A AGA acrescentou que continuará implementando medidas aprimoradas de facilitação do "canal expresso" para trazer mais produtos agrícolas e alimentares africanos de alta qualidade e seguros para o mercado chinês.